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Por Maurício Luis Santos* – @EdisseOpage

Alguns filmes do cinema já retrataram muito bem a evolução das gerações somada às evoluções tecnológicas. Houve um, inclusive, cujo nome não lembro, assistido em aula na faculdade, que poeticamente retratou a gradual obsolescência dos vendedores porta a porta.

O telemarketing apareceu nos anos 80 e evoluiu com a ampliação da rede de telefonia. Porém, se nos anos 80 as pessoas eram ávidas por novidades e se interessavam por praticamente tudo que lhes viesse pelos ouvidos, hoje consideram ligações de telemarketing um aborrecimento.

Culpa dos interesses comerciais somados à falta de capacitação dos profissionais e, principalmente, o excesso de ligações de todo tipo. O telefone deixou de ser uma comodidade para ser o próprio produto; nossos números foram vendidos para empresas pelas próprias companhias telefônicas por muito tempo, culminando em proibições e restrições homologadas por leis.

Já percebi, por exemplo, que recebo ligações de escolas de natação ou cursos de idiomas, fotografia, etc. depois de preencher um cadastro para aquela lista VIP da balada de sábado.

Criaram-se outras estratégias de prospecção mais criativas do que simplesmente comprar uma lista na companhia telefônica, mas as pessoas não deixam de se sentir, de certa forma, invadidas com essas ligações não desejadas.

A propagação do computador pessoal ocorreu durante um tempo relativamente longo se comparada à rápida evolução dos smartphones. Se, no passado, o cliente precisaria de um aparelho e uma lista telefônica para achar sua empresa, hoje tem tudo isso à mão de uma maneira extremamente rápida e eficiente. Grandes e pequenas empresas aparecem lado a lado, oferecendo o mesmo produto e serviço.

Nesse cenário, tornar seu produto acessível aos possíveis interessados é crucial, além de fornecer opções diversas de interação. Seu prospect pode preencher um formulário solicitando interação por e-mail, redes sociais ou telefone, para contato posterior, se assim preferir. Já foi comprovado que a maior parte das pessoas que procura um produto usando a internet no smartphone prefere o pronto-atendimento pelo telefone, mas há quem prefira chats, formulários e redes sociais: quanto mais acessíveis os canais de atendimento, melhor.

E como criar o interesse naquele prospect que não vem até você? Esse parece-me um trabalho que tem mais em comum com atentos exercícios de observação no mercado e criatividade na interpretação de estatísticas do que com orçamentos milionários. Inúmeras variáveis, na sua maioria subjetivas, foram criadas e exigem profissionais observadores e de moldável criatividade, capazes de criar campanhas para nichos muito específicos.

*Maurício Luis Santos tem 34 anos. Valoriza o lazer e o tempo de vida e gosta de curtir o lúdico, abstraindo as pressões do dia a dia.

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