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Por Danilo Santos*

De um lado, engenheiros experientes com domínio técnico e vasta bagagem profissional. De outro, jovens recém-formados preparados para lidar com tecnologia de ponta e inovação.

Grandes talentos que, unidos, podem levar uma empresa à posição de destaque no mercado. No entanto, por que é tão difícil fazer com que esses dois grupos superem suas diferenças e atuem em harmonia para potencializar suas qualidades?

Há pelo menos duas boas razões: o déficit de engenheiros chega à casa dos 20 mil por ano no Brasil, segundo o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e o envelhecimento da população brasileira tem feito trabalhadores aposentados serem reinseridos no mercado de trabalho.

Em São Paulo, a Fundação Seade aponta que a terceira idade pode ultrapassar a faixa de crianças e jovens até 14 anos em 2024.

O desafio está lançado e as empresas que conseguirem superá-lo mantendo a boa relação entre engenheiros recém-formados e seniores terão a chance de ter profissionais mais satisfeitos e empenhados em obter excelentes resultados. Mas é necessário entender as características e prioridades de cada um.

Pessoas que nasceram entre 1925 e 1945 integram a geração Tradicionalista e prezam a hierarquia e formalidade, são dedicadas ao trabalho e viveram boa parte de suas carreiras com estabilidade profissional. Os Baby Boomers, nascidos entre 1946 e 1964, têm foco na construção da carreira e prezam a ética.

Como gestores, preferem quem colabora com o trabalho do grupo. A geração X, formada pelos nascidos entre 1965 e 1979, possui perfil mais conservador, mas prioriza o aprendizado e a qualidade de vida. Em posição de chefia, tem estilo gerencial mais empreendedor.

A Millenium – conhecida também como Y – com indivíduos nascidos entre 1980 e 2000, tem indivíduos otimistas, antenados em novidades tecnológicas e abertos a mudanças que costumam atuar melhor quando partilham os valores da companhia. Conseguem se envolver tanto para, até mesmo, se divertir enquanto trabalham.

As empresas precisam motivar profissionais com diferentes visões sobre prioridades na carreira e estabilidade na vida profissional. Outro detalhe a ser trabalhado é o repasse de conhecimento entre as gerações com expertises tão complementares.

Na área de projetos de engenharia, por exemplo, uma solução que funciona muito bem é quando os profissionais traçam a estratégia de ação em conjunto e só depois dividem as funções: os mais novos, por terem mais afinidade com tecnologia, são colocados para trabalhar com softwares.

Já os mais experientes ficam responsáveis pela verificação dos projetos, uma vez que são mais minuciosos.

Por fim, é necessário preparar os líderes para conduzir todas as gerações de profissionais. Treinamentos comportamentais ajudam os gestores a lidarem com as diferenças de idade e perfil. Mas é a maturidade do líder que fará toda a diferença.

Esses são os primeiros passos para que qualquer empresa caminhe rumo a cativar e envolver seus talentos para que juntos consigam criar um produto final que traduza o que cada geração tem de melhor.

*Danilo Santos é gerente de RH da Progen, empresa de projetos de engenharia

Fonte: Brasil Econômico

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