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Por Mariana Melissa* – @MariiMeel

Muito se ouve sobre a nova (ou nem tanto) geração que tem mudado o cenário empresarial. A geração Y, que é caracterizada por ser ousada, antenada, tecnológica e tudo mais que a letra Y lhe dá direito, está cada vez mais em evidência e exposta a críticas e elogios. Mas, no meio de todas essas características e movimentações de gerações, é necessário enfatizar e relembrar que moramos em um país chamado Brasil!

Pois é, a febre da geração do milênio originou-se nos Estados Unidos e, diga-se de passagem, historicamente e culturalmente somos bem diferentes. Isso quer dizer que nem todas as características e proporções agregadas a Geração Y que aparecem condizem à realidade da maioria dos jovens brasileiros.

Segundo as literaturas, estão enquadrados na Geração Y aqueles nascidos entre 1980 a 2000. Agora, vamos relembrar o que acontecia em territórios brasileiros e americanos na década de 80 e façamos uma breve comparação de comportamentos:

BRASIL

• Criação do plano Cruzado
• Ditadura Militar ainda em vigor
• Diretas Já
• Altos níveis de endividamento dos períodos e dos planos de desenvolvimento anteriores
• Altos níveis inflacionários e estagnação econômica

EUA

• Jogos Olímpicos em Los Angeles
• É publicado o padrão da ethernet (tecnologia para redes locais)
• Nave espacial Colúmbia faz seu primeiro vôo
• Apple lança o computador Macintosh

Nos Estados Unidos, a situação era completamente diferente da encontrada em solos brasileiros e, talvez, isso explique um pouco das diferenças comportamentais entre os jovens americanos e brasileiros. A maior parte dos jovens americanos cresce e se desenvolve trabalhando em cima de objetivos estruturadamente planejados para um futuro profissional brilhante. Já a educação e desenvolvimento brasileiros não tiveram e ainda não têm a atenção que merecem e isso, claro, reflete no comportamento dos jovens recém chegados no mercado de trabalho.

A utilização da internet por jovens entre 16 e 24 anos, por exemplo, apresentou um crescimento significante no Brasil desde 2008. Antes éramos 56 milhões de internautas jovens, representando 34,8% de cabeças online. Em 2012, esse número subiu para 79,9 milhões, sendo 48% de tupiniquins conectados. O crescimento pode ter sido grande, mas seria o mais correto generalizarmos 100% dos jovens brasileiros com características fortemente americanas, sendo que apenas 48% tem acesso a internet, por exemplo?

Somos filhos de pais que viveram a ditadura, fazemos parte de uma nação que luta (ou deveria lutar) por melhores condições educacionais, somos conterrâneos de milhares de jovens que não possuem energia elétrica e saneamento básico. Aquelas características Y que dizem que todos os jovens do momento são engajados, ousados, desafiadores e que pensam com cérebros tecnológicos existem nos corpos jovens do Brasil, sim, mas estão presentes apenas em uma pequena parcela da população.

Convido vocês a pensarem junto comigo: quais são as reais características da Geração Y no Brasil? Como essa galera pode mudar de vez com o mercado e com a situação do país? Já que fazemos parte dos 48% online, vamos botar essa rede para funcionar!

*dados percentuais retirados de http://bit.ly/73siZqhttp://bit.ly/r6UDBG

*Mariana Melissa é apaixonada, amante, admiradora e exploradora da arte e cultura que ronda esse mundo. Utiliza as palavras (sejam escritas ou faladas) como válvula de escape desde que aprendeu a escrever. Estuda e trabalha com Gestão de Recursos Humanos, mas não esconde de ninguém que sua paixão pelo teatro está no topo de suas preferências. Amante da natureza, vegetariana por opção e hippie de alma, sonha com o dia em que as pessoas sejam realmente valorizadas pelo que são e não pelos valores que lhes são impostos.

Fonte: Ideia de Marketing

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One Response to “E existe mesmo essa tal Geração Y no Brasil?”

  1. Seber Martinez disse:

    Concordo que há diferenças fundamentais entre o que chamam de geração Y no Brasil e nos USA e acredito que até mesmo em regiões e profissões diferentes haja muita distinção na geração Y.
    Falando do que me é mais próximo, a geração Y daqui de São Paulo é:
    - absurdamente ligada em redes sociais e comunicação instantânea
    - ávida por crescimento profissional, mesmo sem saber pra que e em que bases
    - mais generalista em termos de conhecimento técnico do que era a geração X.
    - a não ser em raros casos, muito pouco disposta a crescer pelo trabalho duro.

    Peguei pesado? O que voces acham da geração Y de sua região? se parece com esse que descrevi logo acima?

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