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Eu já disse aqui que esta geração não era engajada. Atuava mais online, mas era menos “presencial”.  Gostava mais do online, enquanto a geração Baby Boomer era mais presencial. Gostava do encontro marcado, do bar, do restaurante, de dar tapinha nas costas, um abraço e um forte aperto de mão.

Eu estava errada.

O que eu vi ontem, nesse nosso Brasil, é o oposto do que eu acreditava. A geração Y saiu às ruas pra se encontrar e a geração dos Baby Boomers ficou em casa, twittando e facebookiando.

Eu queria estar na rua, mas tive medo. Acredito que os meus amigos do FB que ficaram twittando sentiram o mesmo. E a Geração Y foi às ruas. Aos montes. Aliás, parece que quando essa geração decide que vai, vai mesmo. Vai em grandes bandos. Essa é uma característica da geração Y. Tudo é feito em grupo. Tudo é compartilhado ( bem, quase tudo!).

Então, se vamos fazer um movimento, que seja compartilhado em larga escala.  Quando a Geração Y se empolga, coloca todo o coração e a força. Impressionante.

Eu, que moro perto da Faria Lima, em São Paulo, ouvi os sons da multidão e desci. Parei uma jovem na rua e perguntei: De onde vem os sons? Da Faria Lima ou da turma que foi para a marginal? E escutei como resposta: “estão em toda parte”. Adorei essa resposta porque nos dá a ideia de que eles são ubíquos, mesmo. Se vc procurar no google, nosso grande dicionário, verá que ubíquo quer dizer “que está ao mesmo tempo em toda parte” ou “onipresente”.

A geração Y estava por todo lado!

Aprendemos que eles não precisam nem querem uma organização estruturada. Como nas organizações, realizam sem estruturas definidas ou hierarquia. Num processo meio caótico, mas que funciona. É um movimento horizontal.  E ai de quem se disser líder. São descentralizados, cada um que se engaje na manifestação que o represente. Contra o preço da passagem de ônibus, ou sua qualidade, contra o sistema educacional brasileiro, contra o estado da nossa saúde, nossos hospitais, a corrupção, o uso indevido do dinheiro público. Todas as reivindicações são possíveis, estão ali, para quem quiser se engajar.

Você que aprenda na base da tentativa e erro, sem manuais, “como se faz uma revolução”.

Com o enfrentamento que eles têm, muito melhor do que o nosso. Enquanto isso, os Baby Boomers tentam dar nome às causas, tentam identificar os líderes, dissecá-los.

Não é por aí. A geração Y pensa de forma diferente. E precisamos rever nossa forma de pensar, se quisermos entender as reivindicações desses jovens.

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One Response to “A Geração Y se organiza”

  1. Ana Boucinhas disse:

    Oiii querida
    Adorei o seu blog.Vc nem tinha avisado.
    Continuo a achar que o jogo politico é apaixonante .Espero que voce esteja certa na ótica sobre a geração Y.Vou ficar atenta.
    Mas acho que sem uma liderança dirigindo com objetividade os protestos,o movimento se dilui .

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