Feed on
Posts
Comments

O que estamos ensinando aos nossos netos, aos nosso filhos, aos futuros executivos deste país?

Acho que esta é uma tremenda oportunidade que as escolas não devem desperdiçar. É preciso explicar aos nossos alunos (e aos funcionários) o que está acontecendo. A escola não pode adotar uma política partidária. A liberdade é de cada um. A escola pode dizer sua própria opinião, mas expressar de forma muito clara que cada um tem direito a sua própria análise. A escola, como entidade, tem direito a uma opinião. Pode, sim, questionar o preço da passagem, a superlotação de nossos transportes, a situação da saúde no país, as condições da educação no país inteiro. O que a escola não pode é permanecer calada, sem falar sobre o assunto, como se o problema não existisse. Se assim o fizermos, estamos colaborando para criar um ambiente desconectado da realidade onde vivemos.

Este é um momento excelente para promover pesquisas dos estudantes  na Internet sobre o custo de transporte em outros países e a comparação do custo de transporte em relação ao salário mínimo de cada país ( percentagens são excelente assunto para a matemática). Os estudantes podem fazer pesquisa sobre doenças mais comuns no Brasil e onde o nosso país tem maior necessidade de médicos e hospitais. A geografia também pode entrar aí, assim como a história (quando tivemos movimentos parecidos e por quais motivos; quais guerras o país viveu por quais liberdades assim como outros países que vivenciaram guerras por liberdades). Até o português pode ser matéria abordada, se usarmos os cartazes que os manifestantes carregam. Há vídeos em Inglês sobre o que está se passando no Brasil além de muitas reportagens de jornais e periódicos de outros países. Será uma excelente oportunidade  para que eles conheçam outras mídias espalhadas pelo mundo ecompreender a visão delas sobre o movimento do Brasil. Com isto tudo, os alunos podem construir cenários, sugestões, sentir-se parte integrante da nossa sociedade e, portanto, fortalecidos, engajados.

Queremos formar cidadãos que participem ativamente da nossa sociedade. Que sejam capazes de buscar informações, de analisar o que se passa e que possam formar suas próprias opiniões. Esta é uma oportunidade imperdível . Só não podemos, por todos os motivos do mundo, permanecermos alheios ao que se passa. Se não integrarmos nossos alunos à realidade atual, estaremos desenvolvendo uma geração de autistas, desconectados do mundo e dos indivíduos, sem a necessária noção de pertencimento.

Se não incluirmos essas questões na pauta do nosso processo educativo, estaremos também dando um péssimo exemplo a Geração Y, que está aí, batalhando por soluções para problemas estruturais do nosso país.

 

Related Posts with Thumbnails

Deixe Seu Comentário