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É fantástico o trabalho do físico Indiano Sugata Mitri. Ele pode ser assistido aqui e aqui.

Aliás, se vocês não conhecem o www.ted.com devem fazê-lo imediatamente. São os mais reconhecidos palestrantes falando sobre temas da atualidade (muitos já com legenda em Português). Cada palestra não pode ter mais que 20 minutos. Se você não passou tua ideia em 15 ou 20 minutos você é prolixo.

Coisas de Geração Y.

Mas como eu ia dizendo, o escritório de Sugata, na India,  em New Deli, em 1999, era ao lado de uma favela e ele fez um buraco na parede para colocar um computador (para não ser roubado) e observou o que as crianças faziam. Estas crianças não sabiam falar Inglês, é claro, nem sabiam o que era a Internet. E Sugata se impressionou com o fato delas aprenderem sem orientação formal a lidar com o computador e a partir disso podiam ensinar aos que não sabiam. Não só aprendiam sem um professor ou um modelo pedagógico mas também aprendam de forma caótica, e de forma muito rápida. E aprendiam em grupo!!!  Mesmo quando expostas a um conteúdo complicado como o sequenciamento do DNA, trigonometria, e coisas parecidas.

Sugatra, em 2013, ganhou o prêmio TED em 2013 sobre educação, recebendo 1 milhão de dólares, que será utilizado, de acordo com ele, no desenvolvimento de pesquisas sobre a capacidade de  auto desenvolvimento dos jovens, quando expostos a internet, ou o que ele chamou de aprendizado pouco invasivo.  Este trabalho de Sugatra é fantástico e eu poderia ficar falando do trabalho dele aqui, por algumas horas. Certamente ele defende que não se tire das mãos das crianças o smartphone ou o computador, ou o i-pad, enfim, as formas que uma criança tem de viajar pelo conhecimento.

Sugatra traz a tona um tema sobre o qual tenho falado muito. O jovem aprende em grupos. O grupo o estimula a pensar, a buscar o novo. Esta experiência de Sugatra só vem ratificar a teoria de que o aprendizado dessa geração se dá com os pares, não com as chefias ou com professores, diferentemente da minha geração, que precisava de professores. Este é um modelo mental diferente daqueles da minha geração e por isso mesmo tão mal compreendido.

Sugatra mostra ainda como criou uma equipe de “avós” que poderiam não conhecer o conteúdo especifico que as crianças aprendiam, mas tinham uma função importante de estimular os jovens, de melhorar a auto estima dessa turminha, dizendo pra eles que o que estavam fazendo era fantástico. Isto aumentou a capacidade de aprendizado dos alunos numa proporção enorme. Este trabalho nos mostra como a partir de estímulos muito simples, podemos motivar a geração Y e engajá-los em um projeto interessante.

Todos nós somos capazes de fazer isso. É necessário tempo e disposição. Quer seja nas escolas, quer seja nas Organizações, quer seja no movimento das ruas o modelo é claro: precisamos estimular essa geração a conseguir conquistar seu próprio futuro. Deixá-los pesquisar e somente dirigir essa energia. O resto eles fazem sozinhos.

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