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	<title>Foco em Gerações &#187; Celebridades</title>
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		<title>O jovem precisa ser surpreendido</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2010 17:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kielberman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
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		<category><![CDATA[Vinicius Calderoni]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Tatiana Kielberman Cantor, compositor e cineasta, Vinicius Calderoni nasceu em São Paulo em 1985. Tornou-se compositor desde os primeiros anos da adolescência e lançou seu primeiro disco, Tranchã, em 2007, produzido em parceria com Ulisses Rocha, o qual considera seu grande professor. Formado em Cinema, dirigiu dois curtas-metragens, Entre Outros (2005) e Cinzas (2006). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-2212" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/vicalderoni-250x300.jpg" alt="" width="226" height="270" /></p>
<p><em><strong>Por Tatiana Kielberman</strong></em></p>
<p>Cantor, compositor e cineasta, Vinicius Calderoni nasceu em São Paulo em 1985. Tornou-se compositor desde os primeiros anos da adolescência e lançou seu primeiro disco, Tranchã, em 2007, produzido em parceria com Ulisses Rocha, o qual considera seu grande professor.</p>
<p>Formado em Cinema, dirigiu dois curtas-metragens, <em>Entre Outros</em> (2005) e <em>Cinzas</em> (2006). Seu mais novo projeto lançado na mídia se chama <em>Os doze clipes de Tranchã</em>, que inclui a confecção de um videoclipe para cada canção do repertório de seu álbum de estréia.</p>
<p>Em entrevista exclusiva ao Foco em <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >Gerações</a>, Vinicius fala sobre sua trajetória, o desafio de fazer música em meio a tanta diversidade de estilos e dá sua visão de jovem sobre como as mudanças dos últimos anos impactam no âmbito musical.<br />
<span id="more-2211"></span><br />
<strong>O que impulsionou o seu interesse por música e como você se sente sendo artista desde tão cedo?</strong></p>
<p>Desde criança, das minhas lembranças mais remotas, tenho esse desejo de ser artista. Já fazia alguns pequenos filmes para o meu pai, era fascinado por cinema. Depois, passei a adorar teatro e música. Sempre tive também a influência de um tio meu, que é compositor, David Calderoni, e de um primo violonista, o Ricardo Calderoni. Eu só comecei a compor canções e a ter meu trabalho mais conhecido quando tinha 15, 16 anos. Tive mestres extraordinários, como o Pedro Morão, um professor de música e, sobretudo, o Ulisses Rocha, que foi uma espécie de catalisador, transformando um menino que gostava de arte em um artista.</p>
<p><strong>Você começou a gravar o seu último trabalho, “Tranchã”, quando tinha 18 anos, resultando em uma mistura de diferentes gêneros de música. Como foi o processo de construção dessa obra? </strong></p>
<p>Eu tinha vontade de aprender mais, ter mais contato com o pessoal da música, porque eu já compunha, mas não possuía muito parâmetro. Por meio do Ricardo, comecei a trabalhar com o Ulisses, um grande músico e violonista, e tive vontade de fazer um CD Demo. Alguns amigos meus haviam gravado músicas e colocado na internet, aí pensei: “Tenho algumas músicas, talvez seja hora de gravar de maneira mais adequada.”</p>
<p><strong>E o que você aprendeu nesse momento?</strong></p>
<p>Eu entendi que, mesmo que um artista não se sinta completamente pronto, é importante que lance um disco, para poder se nortear artisticamente. As suas músicas terão outro peso quando precisar se apresentar e lidar com elas profissionalmente. Precisei aprender muito no estúdio, me tornei produtor e fui achando um caminho, uma sonoridade que se relacionasse com o que eu gostava. Essa é uma característica da nossa <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>, porque a gente ouve músicas de tantas épocas e tem acesso a tanta informação cultural e musical, que as composições acabam saindo com características hibridas. Eu queria que o meu trabalho contemplasse essa variedade, e hoje olho com bastante orgulho para o “Tranchã”.</p>
<p><strong>Acompanhamos atualmente uma grande mudança no perfil do jovem, influenciado pelas tecnologias, por uma educação mais liberal, pela velocidade com que as coisas mudam. Em sua opinião, o jovem de hoje exige também um estilo de música mais diversificado, que expresse de maneira mais fiel sua personalidade? </strong></p>
<p>Sim. Acho isso maravilhoso. Acabei de fazer um show de videoclipes que preza esse formato hibrido, misturando cinema, teatro e  música ao vivo. É uma tentativa de fazer com que o espectador assista ao show e não consiga dizer exatamente o que está vendo, já que não é uma coisa só. Essa é uma tendência que está muito presente no espírito do nosso tempo e o público se identifica com essa linguagem. O acesso à informação, a velocidade com que ela circula, e também a quantidade deixam as pessoas muito antenadas e exigentes. O público jovem quer ser surpreendido.</p>
<p><strong>Qual você acredita ser o grande desafio do cantor atual para despertar o interesse do jovem frente a infinitos estilos musicais que existem?</strong></p>
<p>Vivemos um tempo em que é muito mais fácil gravar um disco. Você pode gravar em casa, com a máxima qualidade, tem a internet, que faz com que o espaço seja mais coletivo e, consequentemente, mais democrático. Essa é a grande vantagem, existe uma enorme multiplicidade, mas o trabalho é árduo. Você precisa ter talento, força, persistência, tenacidade e, ao mesmo tempo, idéias inovadoras. O projeto dos videoclipes tem um pouco esse intuito de criar uma visibilidade maior, entre outras coisas. É um enorme desafio esse de conseguir ter um discurso marcante entre tantas vozes e tanta variedade. Além disso, hoje em dia o público tem menos paciência, por causa do excesso de informações. Com o Twitter, o Youtube, as pessoas estão acostumadas a receber mensagens curtas. Em 140 caracteres você não pode dizer muita coisa, então precisa capturar a atenção das pessoas de um jeito mais rápido.</p>
<p><strong>Durante anos, a juventude de diversas gerações foi influenciada por ídolos musicais, bandas que marcavam uma época. Como você enxerga isso hoje, visto que existem tantos artistas. Acredita que ainda existem ídolos? </strong></p>
<p>Acho que encontrar alguém com quem a gente se identifique e uma canção que exprima o que gostaríamos de dizer na nossa vida, isso sempre vai existir, é algo de que o ser humano precisa. Hoje, há uma grande quantidade de artistas, que têm mais caminhos para chegar até os ouvidos do público. O que talvez aconteça é que hoje os ídolos mudam mais rapidamente. Porém, continuo acreditando que quem tem um trabalho consistente e conquista o público dessa forma, pode permanecer em foco por uma vida inteira. A questão é como você conquista o seu público. Eu acredito em uma conquista lenta e gradual, contínua. Um artista como o Lenine, que passou anos consolidando o seu trabalho, hoje em dia tem um público sólido e cativo. Enquanto fizer música, vai ter pessoas dispostas a ouvir, a ir aos shows. Eu o considero um ídolo, uma enorme referência, porque tem proximidade com o que a gente faz. O ídolo depende muito do nicho que você aborda. Há os imortais, milhares deles, como Caetano, Gil, Milton Nascimento, poderia ficar horas só citando nomes.</p>
<p><strong>Como surgiu o nome “Tranchã”? Qual você acha que é o impacto das gírias no cotidiano dos jovens?</strong></p>
<p>Minha mãe falava muito essa palavra quando eu era criança. Mais tarde, quando estava terminando de gravar o disco, fui ouvir de novo e descobrir o significado na música do Chico Buarque chamada “Cantando no toró”, que dizia que todo artista tem que estar “tranchã”. Fui achar dois significados, o primeiro é de uma coisa bacana, legal, o outro é algo categórico, definitivo, que chega pra resolver. Esses dois significados em conjunto, aliados à lembrança da minha mãe e ao fato das pessoas não conhecerem a palavra pôde gerar um nome bacana para o disco.</p>
<p>As gírias são um dos componentes mais ricos do universo da língua, às vezes até sinto por não estar mais no meio dos jovens. Acho que a função do compositor é capturar um pouco do que se está falando nas ruas e trazer para o universo da canção. A gíria tem um poder, uma despretensão, um bom-humor e uma riqueza verbal muito peculiares ao universo do jovem.</p>
<p><strong>O que mudou na música de hoje em relação à música que seus pais ouviam nos tempos de juventude?</strong></p>
<p>Falando de MPB, que é o universo com que eu tenho mais familiaridade, penso que continuamos tendo um enorme respeito pela tradição da música brasileira do tempo dos nossos pais. São cantores e compositores maravilhosos que têm um trabalho eterno, são uma referência contínua. A questão é que a distância entre querer e poder ouvir uma música hoje é de um clique. Atualmente se pode baixar tudo na internet, não há nada que você não possa ouvir. Tanta informação faz com que as pessoas fiquem mais abertas e menos preocupadas a compor um único estilo de canção. Existe uma variação, uma vontade de percorrer vários gêneros, que é natural. Eu, por exemplo, posso escutar Michael Jackson no meu carro, depois tirar o disco e colocar Ravel, em seguida Caetano, uma banda americana e assim por diante. São cantores que eu gosto e não posso dizer que minha música está mais perto de um do que de outro.</p>
<p><strong>Qual seria a sua sugestão para aproximar os interesses das diferentes gerações, não só em termos de música, mas de cultura em geral?</strong></p>
<p>Muitas coisas me vêm à cabeça. As pessoas precisam de alternativas, de opções de qualidade e que sejam acessíveis para todas as idades. A internet já é uma resposta, mas precisamos ir além. Quanto mais iniciativas forem dando certo, melhor para nós artistas e também para a população.</p>
<p><strong>Como você acredita que ficará a questão dos direitos autorais perante a nova postura dos jovens de baixar músicas, sem pagar por elas? </strong></p>
<p>Exceto aqueles artistas que vendem milhões de discos, o artista nunca ganhou realmente muito dinheiro com isso. Eles sempre ganharam mais com os shows. Hoje, as pessoas compram menos discos. Ter as músicas para baixar gratuitamente é uma tendência que não pode ser negada. Ainda temos dúvidas sobre o que vai acontecer, mas uma certeza é que os formatos vão se alterando. Costumo dizer que liberdade é conhecer as coisas para poder lidar com elas, isso é ser livre.</p>


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		<title>Será que a geração Y enxerga a incoerência entre o discurso e a prática?</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 16:46:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Zaiantchik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baby Boomer]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Paris Hilton]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Clara Zaiantchik Atravessamos uma época na qual a distância entre a teoria e a prática se torna cada vez mais evidente em nossas ações. É espantoso para mim, baby boomer nata, assumir isso como uma verdade, porque nos meus tempos de juventude só o que valiam eram as promessas feitas no “fio do bigode”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/parishilton.png" alt="" title="parishilton" width="250" height="381" class="alignnone size-full wp-image-1767" /><br />
<strong><em>Por Clara Zaiantchik</em></strong></p>
<p>Atravessamos uma época na qual a distância entre a teoria e a prática se torna cada vez mais evidente em nossas ações. É espantoso para mim, <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/voce-conhece-os-baby-boomers/"target="_blank"title="Você conhece os baby boomers?" >baby boomer</a> nata, assumir isso como uma verdade, porque nos meus tempos de juventude só o que valiam eram as promessas feitas no “fio do bigode”. Meu pai me ensinou isso desde pequena e eu não sabia que existia algo diferente até começar a compreender um pouco melhor a sociedade. </p>
<p>Um grande exemplo dessas incoerências e quebra de valores está todos os dias em nossa frente, na telinha da TV. Não falo nem sobre a qualidade dos programas, que na verdade, apenas reforçam a educação vazia que, demasiadas vezes, a família e a escola têm oferecido às novas <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a>.  E já aviso, desde o início, que não estou sendo radical, tão somente realista. Quando os pais ou professores têm preguiça de educar, apelam para a televisão, fazendo com que a criança entre num ciclo vicioso de empobrecimento sócio-cultural.<br />
<span id="more-1766"></span><br />
O que quero discutir aqui é a postura das mídias televisivas diante de algo explicitamente mal-gerenciado: a pornografia. Novamente falando como uma baby boomer, não posso impedir que meus filhos ou futuros netos tenham acesso a temas relacionados à sexualidade muito mais cedo do que eu tive. Os tempos são outros e a espera é algo muito angustiante para as novas gerações. Porém, o que me causa certo incômodo é a contradição existente nesse sistema, que se torna capaz de banir uma propaganda de cerveja considerada “imprópria” devido à exibição sensual, como a que trazia Paris Hilton como protagonista, por exemplo. </p>
<p>Essa iniciativa poderia ser encarada como extremamente altruísta se estivéssemos falando do intervalo de um desenho animado. Mas o que dizer sobre o fato de que tais propagandas foram exibidas em horário nobre, durante a novela que, por sua vez, não evita por um momento sequer cenas voltadas à sexualidade?  </p>
<p>Há irregularidades nesse percurso ou, melhor dizendo, uma pedra no meio do caminho. E digo mais: uma pedra que, a meu ver, nem as próximas gerações serão capazes de retirar com facilidade, pois cada vez mais estão inseridas em um contexto contraditório, com mudanças de valores e opiniões. E o problema será ainda maior se essas gerações não perceberem que estão sendo traídas pelos fios de seus próprios bigodes. </p>


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		<title>O dilema do respeito entre as gerações no mercado de trabalho</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 18:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kielberman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Geração X]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Schumacher]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Tatiana Kielberman Uma das notícias mais comentadas da semana diz respeito ao piloto Michael Schumacher, que a partir de hoje volta à Fórmula 1, aos 41 anos, disposto a vencer o oitavo campeonato mundial. Em outubro de 1995, poucos dias depois de conquistar o bicampeonato mundial no Japão, Schumacher, ainda jovem, prometeu recompensar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/03/schumacher.png" alt="" title="schumacher" width="350" height="233" class="alignnone size-full wp-image-1760" /></p>
<p><strong><em>Por Tatiana Kielberman</em></strong><br />
Uma das notícias mais comentadas da semana diz respeito ao piloto Michael Schumacher, que a partir de hoje volta à Fórmula 1, aos 41 anos, disposto a vencer o oitavo campeonato mundial.</p>
<p>Em outubro de 1995, poucos dias depois de conquistar o bicampeonato mundial no Japão, Schumacher, ainda jovem, prometeu recompensar a Mercedes Benz pelo apoio financeiro que recebeu no início de sua carreira. Em agosto do ano passado, no GP da Europa, o piloto demonstrou que estava disposto a voltar à F1 após ter se aposentado em 2006 e cumprir a promessa.</p>
<p>Porém, Schumacher terá que enfrentar um cenário muito diferente do qual estava acostumado: o inevitável confronto entre duas <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a> de grandes talentos. De um lado, o grande e conhecido dono de sete conquistas mundiais; do outro, um time de pilotos jovens, experientes e com vontade de vencer. Em seu discurso, o campeão afirma que “parou cedo demais”, apesar de em 2006 ser isso o que desejava, por ter abdicado durante muitos anos da vida pessoal.<br />
<span id="more-1759"></span><br />
Pensando no âmbito das empresas, o que a Fórmula 1 ganha com a volta de Schumacher, um piloto da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/quem-faz-parte-da-geracao-x/"target="_blank"title="O que é Geração X ?" >geração X</a>, quase <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/voce-conhece-os-baby-boomers/"target="_blank"title="Você conhece os baby boomers?" >baby boomer</a>? Em primeiro lugar, é preciso atentar às vitórias que ele já conquistou e, como dizem, “às coisas que apenas ele é capaz de fazer nas pistas”. Isso demonstra que a experiência de alguém que está a mais tempo na carreira pode valer mais que os truques dos novos talentos.</p>
<p>Em contrapartida, alguns colegas mais jovens que, inclusive, venceram Schumacher, previnem o campeão das dificuldades que ele poderá encontrar, talvez até maiores do que as que estava acostumado, pois precisará assumir os riscos de concorrer com uma <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> de talentosos pilotos, já campeões do mundo ou com importantes vitórias. </p>
<p>O piloto conhecido como prepotente, egoísta, vaidoso, mas, ao mesmo tempo, incomparável, vivenciará novas experiências em uma categoria com regras totalmente modificadas, o que o tornará o &#8220;mais velho novato&#8221;. </p>
<p>Schumacher poderia ter se esforçado menos optando por atuar como consultor, manager ou diretor técnico da equipe, sem precisar voltar a correr. Porém, a sede de aventura falou mais alto e assistiremos, então, a um típico conflito de gerações.</p>
<p>Há controvérsias em relação a esse assunto: será que Schumacher deveria saber a hora de parar e abrir espaço para novas gerações de talentos? Um título a mais, agora, virá apenas ratificar o que já é fato, que Schumacher foi um fenômeno das pistas de sua geração de pilotos?</p>
<p>Por outro lado, será que abrindo mão dessa escolha, ele estaria abdicando de um lugar que nunca deixou de ser seu?</p>
<p>Eis o grande dilema com o qual as empresas precisam lidar todos os dias: o respeito entre as gerações e seus espaços no mercado de trabalho, manejando um conflito que já é evidente.</p>
<p>A solução? Pergunte às próximas gerações, que irão assistir de o camarote ao resultado desse processo urgente ao transitório.</p>


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		<title>A Geração Y na ótica do American Idol</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 16:04:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julianna Antunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Musica]]></category>
		<category><![CDATA[WEB]]></category>
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		<category><![CDATA[American Idol]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Julianna Antunes Sim, confesso, gosto de American Idol. Sei que é brega, é jeca, é cafona, mas eu gosto. E gosto mesmo. Assisti todas as temporadas, guardo o vídeo de algumas apresentações memoráveis no computador, a cada ano escolho um ou dois participantes para torcer veementemente e por aí vai. Como assisto pelo espetáculo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="320" height="265" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Z2i9QYWzKGU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="265" src="http://www.youtube.com/v/Z2i9QYWzKGU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><em>Por  Julianna Antunes</em></strong></p>
<p>Sim, confesso, gosto de American Idol. Sei que é brega, é jeca, é cafona, mas eu gosto. E gosto mesmo. Assisti todas as temporadas, guardo o vídeo de algumas apresentações memoráveis no computador, a cada ano escolho um ou dois participantes para torcer veementemente e por aí vai. Como assisto pelo espetáculo musical, começo a gostar mesmo do programa quando entra na fase de shows e eliminações do público.</p>
<p>Ao contrário de mim, a maioria curte a fase inicial, das audições, que é quando o povo sem noção se expõe ao ridículo. E é justamente sobre essa fase que eu quero me aprofundar. Nunca vi a versão brasileira, portanto não saberia dizer se as reações são as mesmas, mas o que me intriga nesta etapa do reality show é a falta de bom senso de 99% dos candidatos.</p>
<p>É claro que vários candidatos participam do programa com o único objetivo de aparecer e provocar gargalhadas em milhões e milhões de espectadores. Mas a verdade é que muitos ali acreditam que realmente poderiam ser o próximo american idol, sem se darem conta do papelão que estão fazendo. Mas afinal, o que isso tem com a <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a>? Ora, tudo a ver!<br />
<span id="more-1535"></span><br />
A começar pela faixa etária dos participantes, que é, em média, de 16 aos 28 anos, ou seja, os Gen Y, de fato e de direito. Além disso, fica claro que a maioria fez jus ao título de <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> troféu. São filhos de pais que não souberam dizer não, que os endeusaram desde pequenos, fazendo com que crescessem achando que conquistar o mundo seria uma simples questão de tempo.</p>
<p>Para mim, muito mais engraçado que o vexame em rede internacional, já que o programa é transmitido para centenas de países, é a reação dos candidatos ao terem de lidar com a rejeição. A frase mais ouvida nessas horas é algo do tipo: “meus pais dizem que eu canto bem, todo mundo diz que eu canto bem, vocês estão errados”. E nisso a indignação se instala e não é raro ver algum deles discutindo com os jurados ou tentando novamente participar do programa nos anos seguintes. E o vexame se repete.</p>
<p>É claro que, por conta do próprio contexto deste reality show, muitas pessoas se deslumbram pela possibilidade de fama e dinheiro, pela conquista do tão propalado “american dream”. Mas quantos não estão ali simplesmente porque passaram a vida inteira ouvindo da família que eles eram bons, que eram os melhores e que mesmo quando o mundo dizia o contrário, eram compensados de alguma forma para não ter de lidar com a frustração?</p>
<p>E agora pergunto: o que nós, geração Y, podemos aprender com essas cenas tão embaraçosas? Será que num escopo menor, para uma plateia muito mais restrita, às vezes não nos comportamos dessa mesma forma? Será que mais do que andar com a autoestima lá em cima, por crescermos ouvindo de pessoas próximas o quanto somos bons, não seria mais proveitoso para nossas vidas, principalmente no aspecto profissional, que buscássemos o auto-conhecimento e entendêssemos nossos limites?</p>


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		<title>Falta participação política dos jovens nos dias atuais</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 19:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blogueiro Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
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		<category><![CDATA[Paulo Henrique Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Manuela Noronha e Tatiana Kielberman Os jovens brasileiros de hoje são alienados, apartidários, não possuem senso crítico e a imprensa é uma das grandes culpadas, bem como o processo educacional atual. A opinião é do jornalista Paulo Henrique Amorim* que, contundente, acredita ser a internet uma saída para a mediocridade da imprensa e da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/paulohenriqueamorim.jpg" alt="paulohenriqueamorim" title="paulohenriqueamorim" width="250" height="364" class="alignnone size-full wp-image-1395" /><br />
<strong><em>Por Manuela Noronha e Tatiana Kielberman</em></strong></p>
<p>Os jovens brasileiros de hoje são alienados, apartidários, não possuem senso crítico e a imprensa é uma das grandes culpadas, bem como o processo educacional atual. A opinião é do jornalista Paulo Henrique Amorim* que, contundente, acredita ser a internet uma saída para a mediocridade da imprensa e da falta de discussão política na sociedade. Confira entrevista concedida com exclusividade ao Foco em <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >Gerações</a>:</p>
<p><strong>O senhor discute e critica a política brasileira, bem como os líderes em destaque na mídia. Em sua opinião, quais as principais tendências políticas da nova <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>? O que se pode esperar da formação política de nossos jovens em um mundo no qual as opiniões se modificam o tempo todo?</strong><br />
Em primeiro lugar, eu acho que existe uma generalizada alienação política na juventude brasileira. Os jovens não acompanham e não gostam de política. É claro que isso é uma generalização perigosa, mas é preciso fazer uma distinção entre os tipos de jovens: os de classe média e alta ou média e baixa. O jovem de classe média/alta, quando tem interesse político, tende a acompanhar a posição de seus pais, conservadora. A estração dos jovens de classe média baixa também acompanha os pais, porém com uma posição trabalhista, que acham que se o dinheiro ficar nas mãos dos ricos, os pobres morrerão de fome e não terão educação. Essas são as divisões básicas que existem no mundo e que se reproduzem hoje no Brasil.<br />
<span id="more-1394"></span> </p>
<p><strong>A que o senhor atribui essa alienação?</strong><br />
Um fator importante foi a crescente despolitização no Brasil durante o tempo de regime militar, que despartidarizou o país e fez com que não surgissem novos líderes. O regime não incorporou a juventude no processo político. </p>
<p>Em segundo, vem o processo educacional brasileiro, com uma predominância do ensino particular, que é também um processo alienante e que nos leva hoje a uma ignorância muito grande dos fatos políticos centrais. </p>
<p>Contribui para isso o fato do Brasil ter uma imprensa ruim, medíocre e partidária. Se comparada à argentina ou à chilena, também conservadoras, a imprensa brasileira tem má qualidade técnica, pois hoje ela trabalha apenas com o objetivo de derrubar o governo trabalhista de Lula e impedir que ele faça um sucessor. A imprensa, principalmente escrita, não tem mais o objetivo de informar. A televisão brasileira também é culpada, pois com o predomínio da Globo durante muito tempo, não discutiu políticas públicas. </p>
<p><strong>Mas o que poderia ter sido feito de forma diferente?</strong><br />
Não há no Brasil, assim como em outros países educados, debates, programas de TV que discutam programas públicos, e que incluam os jovens. Não houve, por exemplo, um programa para discutir o pré-sal, ele foi combatido pela imprensa e levado ao congresso. Assim como não se discute a gripe suína, que se tornou uma questão político-partidária. </p>
<p>Com essa cobertura partidária, fica difícil ao jovem participar do processo político, pois ou ele adere essa visão das coisas, ou vai fazer outras atividades, ir pra balada, estudar engenharia, trabalhar cedo, deixando a política de lado e consolidando um preconceito nocivo de que a política é um negócio sujo. </p>
<p>A política não é suja, ela é central numa sociedade democrática. Sem política as sociedades não se organizam. Ela é a arte de permitir a convivência entre cidadãos de uma república. E lamentavelmente hoje, no Brasil, a política se transformou numa reunião dos quarenta ladrões do Ali Babá.</p>
<p><strong>Como a imprensa poderia modificar seu posicionamento, corrigindo esses erros que o senhor menciona?</strong><br />
Eu acho que a imprensa brasileira é irrecuperável. Ela não tem mais jeito. Está condenada a morrer, se tornar irrelevante e naufragar na sua própria mediocridade. </p>
<p>A alternativa a essa imprensa é a internet que, com seu mecanismo de democratização da informação, pouco a pouco vai substituir essa imprensa parcial.</p>
<p><strong>Muito se discute sobre a ética jornalística na publicação de notícias. Como o senhor avalia a ética hoje na internet, em que existe certa liberdade de expressão e todos podem tornar públicas suas opiniões, principalmente os jovens?</strong><br />
A ética deve prevalecer na internet, na imprensa escrita, na televisão. Ela é um imperativo moral, categórico, como dizia Immanuel Kant. Ela se pauta por princípios universais e quem trabalha na internet deve ter o mesmo princípio ético do que na escrita. E a internet, agora falando de posições políticas, é um instrumento apropriado para se ter uma diversidade de opiniões. </p>
<p>Hoje temos colunistas de diversas inclinações, como os neofascistas que se abrigam no site da revista Veja. Mas você só vai lá se quiser. A internet oferece muitas opções, você acredita no que quiser.</p>
<p>O que não dá é para freqüentar sites que se dizem imparciais quando, na realidade, não são. É preciso ter consciência do que se lê. No PIG brasileiro, que chamo de Partido da Imprensa Golpista, composto por Estadão, Folha, Globo e seus sucedâneos, até a previsão do tempo é parcial. A previsão diz agora que vai ter um apagão no Brasil. Assim como o resultado do futebol. Não se pode acreditar em tudo.</p>
<p><strong>E os jovens têm esse espírito crítico para selecionar o que lêem?</strong><br />
Não. Não têm nenhum espírito crítico e isso é uma tragédia que só o tempo corrigirá. Se corrigir.</p>
<p><strong>O senhor enxerga um modelo que traga os jovens a esse mundo?</strong><br />
Acho que a salvação para resolver esse problema da alienação dos jovens é fazer com que leiam as obras e romances de maturidade do Machado de Assis. Primeiro, pelo culto à língua portuguesa. Os jovens de hoje não só são apolíticos, apartidários, mas não sabem fazer uso de uma das línguas mais lindas do mundo, como já demonstrou Luis de Camões, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira. </p>
<p>Eles não sabem usar os instrumentos que a língua portuguesa oferece para expressar sentimentos e razão, a leitura é um ótimo caminho para isso e que poderá facilitar essa comunicação da nova geração.</p>
<p><em>*Paulo Henrique Amorim é jornalista, formado em Sociologia </em></p>


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		<title>Como é ser uma miss na geração Y</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 11:44:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ines Schinazi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[concurso de beleza]]></category>
		<category><![CDATA[miss mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ines Schinazi Uma entrevista com a Miss Mundo Brasil 2009 Luciana Bertolini. Os padrões de beleza evoluem constantemente, se olharmos de relance para o estado de espírito atual da sociedade. Em 1951, a época das donas de casa, Miss World, o mais antigo sobrevivente entre os concursos de beleza internacional, era lançado. Vinte anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1235" title="20090714173015_92277_large" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/20090714173015_92277_large.jpg" alt="20090714173015_92277_large" width="380" height="262" /></p>
<p><strong><em>Por Ines Schinazi</em></strong></p>
<p><em>Uma entrevista com a Miss Mundo Brasil 2009 Luciana Bertolini.</em></p>
<p>Os padrões de beleza evoluem constantemente, se olharmos de relance para o estado de espírito atual da sociedade. Em 1951, a época das donas de casa, Miss World, o mais antigo sobrevivente entre os concursos de beleza internacional, era lançado. Vinte anos depois, em 1970, o concurso foi tema de protesto, quando o anfitrião Bob Hope foi atacado com fumaça e bombas de farinha jogadas por protestadores feministas. Por volta dos anos 80, o concurso tentava melhorar sua imagem, adotando o slogan, “Beleza com um propósito”, enfatizando o envolvimento das concursantes em trabalhos de caridade. Pela primeira vez na história, as participantes também são julgadas por sua inteligência e personalidade. Agora, em 2009, Luciana Bertolini se tornou Miss Mundo Brasil.</p>
<p>Ela não cresceu como uma pequena miss sunshine. Apesar disso, a modelo e estudante de jornalismo de 24 anos acaba de ganhar o título de Miss Mundo Brasil e participará do concurso para Miss World em dezembro. Seu futuro como rainha da beleza é algo um tanto surpreendente, em especial quando se lembra de que, aos 10 anos, pensava: “Eu não quero usar um vestido repleto de pérolas e pedras, desfilando com uma coroa&#8230;”</p>
<p>De fato, ela recorda a tímida mas espirituosa garota de 10 anos, que após vencer sua primeira competição, escondeu sua coroa e rasgou suas fotos, ficando muito sem jeito pelo acontecido.<br />
<span id="more-1234"></span></p>
<p>Porém, ela recentemente compreendeu que não poderia ir contra o destino. A irmã mais velha de Luciana, Adriana Reis, também foi nomeada Miss Mundo Brasil em 1998, sendo a primeira vez na história brasileira em que duas irmãs ganharam o mesmo título.</p>
<p>Então, como Luciana passou de uma brava vencedora de concurso de beleza aos dez anos para ser Miss Mundo Brasil? Ela explica: “Eu compreendi que minha participação [no concurso] poderia me abrir portas, principalmente porque quero trabalhar como jornalista.”</p>
<p>Quando questionada sobre as diferenças entre suas experiências como modelo e como concorrente a concursos de beleza, ela conclui: “As modelos precisam ser como cabides para roupas. A coisa boa sobre o concurso para Miss Mundo é que você se sente e é tratada como um ser humano.”</p>
<p>Em uma entrevista exclusiva, Luciana conta como é participar do Miss Mundo. Ela reflete sobre os padrões de estética em constante transição, sobre ser uma jovem mulher em meio à indústria da moda e conta o que significa quando crianças confundem você com a Barbie.</p>
<p><strong>Ines: Como foi para você ter recebido o título de Miss Mundo Brasil? Foi algo que você sonhou desde criança?</strong><br />
Luciana: Quando eu tinha 10 anos, participei do meu primeiro concurso de beleza e ganhei. Na época, não gostei, fiquei envergonhada, escondi minha coroa&#8230; você sabe, coisas de criança. Eu era realmente tímida. Também me lembro de rasgar algumas das fotos que minha mãe havia tirado no concurso, o que logicamente a deixou muito triste!</p>
<p>Dez anos atrás, minha irmã mais velha também ganhou o título de Miss Mundo Brasil. Eu me lembro de ter dito: “Eu não quero fazer isso, desejo focar em meus estudos e minha carreira profissional.” Não era algo que estava nos meus planos.</p>
<p>Porém, quando completei 21 anos, surgiu outra oportunidade de participar. Nesse momento eu compreendi que seria algo que poderia me abrir portas, principalmente porque quero trabalhar como jornalista e estou estudando para isso na universidade.</p>
<p>Uma coisa que eu realmente gosto no concurso para Miss Mundo é que eles valorizam seu conhecimento cultural. Todas as candidatas são entrevistadas sobre atualidades e assuntos diversos, inclusive me perguntaram sobre o status atual do Senado Brasileiro.</p>
<p><strong>Ines: É engraçado, porque a percepção que nós geralmente temos é de que as rainhas dos concursos de beleza sempre sonharam em fazer isso, mas não foi o seu caso&#8230;</strong></p>
<p>Luciana: Não, realmente não era o meu caso! Lembro que quando minha irmã ganhou o título de Miss Mundo Brasil eu tinha doze anos de idade e nós dormíamos no mesmo quarto. Ela chegava, espalhava todas as suas coisas, fazia uma grande bagunça com sua coroa e tudo o mais! Eu me recordo de assistir aquilo e observar o quanto ela ficava estressada, correndo de um evento para o outro, não queria isso para mim.</p>
<p><strong>Ines: Então, o que exatamente a fez mudar de idéia e querer participar?</strong><br />
Luciana: É claro que participar de um concurso de beleza envolve ego. Toda mulher gosta de ser elogiada. Mas eu não fui motivada unicamente por esse fator ou pelo glamour que vem junto a isso.</p>
<p>Eu compreendi que o concurso poderia me abrir portas. Obter um título como o Miss Mundo Brasil ou Miss World, é algo que diferencia o seu currículo.</p>
<p><strong>Ines: Por que você escolheu estudar Jornalismo?</strong><br />
Luciana: Sempre fui tímida. Mas tentava superar minha timidez fazendo coisas que me desafiavam.</p>
<p>Por exemplo, comecei a trabalhar como promotora de eventos, precisei falar com estranhos na rua e convencê-los a testar produtos. Foi difícil para mim, realmente morri de medo! Mas queria fazer coisas para superar a timidez e aumentar minha autoestima.</p>
<p>Também sempre gostei de escrever, era o modo pelo qual me expressava melhor. Quando eu dizia às pessoas que queria estudar Comunicação, elas questionavam, “Como assim? Você é tão tímida&#8230;” Mas aquilo realmente me motivou mais e eu enxerguei os estudos de Jornalismo como um desafio.</p>
<p><strong>Ines: Li que o seu dia de maior orgulho foi quando foi aceita na universidade&#8230;</strong><br />
Luciana: Eu realmente valorizo a educação. Acho que muitas meninas são influenciadas pela moda a tal ponto que, quando se tornam modelos, esquecem de seus estudos. Mas uma carreira de modelo é curta. Nem todo mundo obtém o sucesso da Gisele ou da Adriana Lima. Penso que é importante ter os pés no chão.</p>
<p><strong>Ines: Você pode me contar um pouco mais sobre a idéia do concurso que preza a “Beleza com um Propósito”?</strong><br />
Luciana: O concurso no Brasil abraça uma causa ambiental que é a preservação da Amazônia. Nós trabalhamos muito perto da ONG Amigos da Terra.</p>
<p>O concurso Miss Mundo Brasil dedica sua imagem essencialmente a causas sociais e mudanças na sociedade. O objetivo é tentar fazer com que as pessoas aumentem seu nível de consciência social. Preciso saber falar sobre assuntos diversos. Inclusive, na próxima sexta-feira darei uma aula sobre sustentabilidade.</p>
<p><strong>Ines: A sustentabilidade é algo que realmente te traz paixão?</strong><br />
Luciana: É engraçado porque meus amigos brincam dizendo que eu sempre fui a “Miss Ecologia”. Desde pequena, não conseguia ficar parada assistindo às pessoas jogando lixo nas ruas. Isso vem da minha educação. Quando fazíamos isso, meu pai nos mandava voltar atrás e pegar o lixo do chão. Então, meus amigos dizem: “É claro que você ganhou o concurso, tinha que ser você!”</p>
<p>Acho que sempre tive essa consciência ambiental. Eu apenas não tinha tanto conhecimento sobre o tema como agora, mas essa causa realmente mexe comigo.</p>
<p><strong>Ines: O que é beleza?</strong><br />
Luciana: Beleza é um conceito muito amplo. Os padrões atuais de beleza não são os mesmos de alguns anos atrás. Eles constantemente se adaptam e são transformados pela sociedade. Geralmente, em concursos de beleza, não é a garota mais bonita no sentido físico da palavra, quem vence. Penso que a beleza, independente da época, seja uma combinação de atitude, elegância, inteligência e carisma.</p>
<p>Se alguém é bonito por dentro, isso fica visível pela expressão. Então eu discordo quando ouço as pessoas falarem: “Isso é um concurso de beleza, não um concurso de QI”. Parece clichê, mas a beleza abrange muitas coisas. É por esse motivo que eu valorizo o concurso Miss World, acho que eles dão valor a isso.</p>
<p><strong>Ines: Sim. É interessante que as candidatas são atualmente grandes empreendedoras. Elas falam vários idiomas e geralmente possuem ao menos um diploma universitário.</strong><br />
Luciana: Com certeza. O problema é que as rainhas da beleza sempre foram estereotipadas. Ainda há muito preconceito. As pessoas imaginam que uma mulher bonita não tem cérebro, pensam em alguém totalmente inocente e ingênuo.</p>
<p>Muitas pessoas dirão que eu sou quieta, mas sou realmente astuciosa. Acho que devemos preservar nossa inocência em relação a algumas coisas, mas também ter consciências das intenções “não tão boas” por parte dos outros.</p>
<p><strong>Ines: Já que você está envolvida em ambos, o que você percebe como as principais diferenças entre atuar como modelo e participar de um concurso de beleza?</strong><br />
Luciana: A modelo precisa vender roupas ou um produto. Como Miss Mundo, acontece o oposto. Ela precisa mostrar ao júri quem ela realmente é. Ela dedica sua imagem à ação e à mudança social. A Miss é um exemplo, principalmente para as crianças. Certa vez, eu estava caminhando perto de uma garotinha e sua mãe. A mãe disse, “Veja, querida, é a Barbie.” E a pequena garotinha se voltou para mim, com brilho nos olhos. Aquela experiência realmente me fez pensar. Compreendi a responsabilidade que envolve ser a Miss Mundo Brasil. Uma criança te olha e tenta ser como você. Você se torna um ideal, não apenas em termos de beleza, mas em relação a tudo. É por isso que você possui maior responsabilidade do que uma modelo, por exemplo. Você não pode ser vista bebendo ou namorando em público. Precisa ser uma lady, cuidar da sua imagem. Você se torna um exemplo e um ponto de referência.</p>
<p><strong>Ines: O Miss World é o mais velho sobrevivente entre os concurso de beleza. Do seu ponto de vista, de que forma os padrões de beleza se modificaram?</strong><br />
Luciana: No passado, as vencedoras do concurso Miss Mundo e Miss World possuíam algumas curvas, as que eram muito magras raramente ganhavam. Logicamente, isso está mudando hoje. Penso que é um pouco triste. O concurso Miss Mundo também está seguindo os padrões da indústria da moda.</p>
<p><strong>Ines: O que você deseja alcançar em sua vida?</strong><br />
Luciana: Eu quero seguir carreira em jornalismo. Também desejo escrever livros.</p>


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		<title>A admiração pelo vilão chegou à Disney</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 10:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[heróis]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Renato Andrade Já não é novidade que atualmente o público, em especial os jovens da Geração Y, demonstra mais simpatia pelos vilões do que pelos heróis. Os atores brasileiros, após se darem conta do fato, têm inclusive se mostrado satisfeitos em protagonizar personagens malignos, principalmente nas novelas, que geram mais repercussão. Qual a justificativa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/11/mickeybadbad.jpg" alt="mickeybadbad" title="mickeybadbad" width="220" height="338" class="alignnone size-full wp-image-1177" /><br />
<strong><br />
<em>Por Renato Andrade</em> </strong></p>
<p>Já não é novidade que atualmente o público, em especial os jovens da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >Geração Y</a>, demonstra mais simpatia pelos vilões do que pelos heróis. Os atores brasileiros, após se darem conta do fato, têm inclusive se mostrado satisfeitos em protagonizar personagens malignos, principalmente nas novelas, que geram mais repercussão.   </p>
<p>Qual a justificativa para os vilões serem mais carismáticos do que os heróis de hoje? Sempre foi assim? Será que nas <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a> anteriores o mocinho não era mais querido que o bandido? </p>
<p>Fiz uma breve pesquisa pra entender e um dos comentários mais interessantes foi de que os anti-heróis possuem mais atitude para fazer aquilo que desejam, são fortes, lutam por seus ideais, mesmo que isso implique em prejuízos alheios.<br />
<span id="more-1178"></span></p>
<p>Seria esta uma prova de que a individualidade e sucesso a qualquer preço são tendências para a nova <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>? Será que não precisamos de heróis, de personagens de bom caráter que representem nossa época atual? </p>
<p>Este texto surgiu com a notícia de que Mickey Mouse será reformulado pela Disney! </p>
<p>O namoradinho da Minnie perde o lado camarada, bonzinho e amável que transmite atualmente nos desenhos e se torna um rato egoísta e mau-humorado no videogame para o Nintendo Wii &#8220;Epic Mickey&#8221;, com lançamento marcado para 2010. </p>
<p>Este é só o inicio das táticas usadas para a companhia Disney atrair a nova geração de consumidores para um dos seus maiores ícones, que esta perdendo o carisma e enfraquecendo perante a juventude atual.   </p>
<p>Em tempo: &#8220;Epic Mickey&#8221; é uma história sobre os personagens esquecidos da Disney e traz personagens que tiveram menos de 15 minutos de fama. Quando ninguém mais se importa com eles, são levados a um mundo obscuro com máquinas quebradas e seres esquisitos. (Você sabia que a Disney era tão cruel?) </p>
<p>O jogo produzido por Warren Spector, uma das grandes mentes do RPG, faz Mickey manter seu trono como rei do universo Disney apagando ou pintando cenários em um mundo pós-apocalíptico e retrô. Em uma das cenas aparece uma praia devastada com personagens em preto-e-branco vagando pela areia e máquinas remendadas com o rosto dos setes anões de Branca de Neve. </p>
<p>Para quem não se lembra, os 7 anões eram fiéis trabalhadores e grandes amigos. Mickey deixa de lado o conservadorismo e o Pateta, agora, é um zumbi. </p>
<p>Comparo um pouco todo esse acontecimento no universo da fantasia ao mundo corporativo. Se o profissional não tiver carisma e atributos da atualidade é excluído e pode parar no limbo profissional. </p>
<p>Será que a competição para a fama e glória vão mesmo vencer no final? Será que a falta de ídolos remete a geração Y a adorar os &#8220;maus-elementos&#8221;? </p>


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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 10:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eline Kullock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
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		<category><![CDATA[Olimpíadas 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tenho lá as minhas explicações sobre o motivo pelo qual ganhamos a possibilidade de sediar as Olimpíadas em 2016. Talvez, por trás dessa análise, exista uma baby boomer idealista. Se existe, ainda bem. Não quero perder nunca meu idealismo. Vamos comparar a delegação brasileira que foi até Copenhagen com as outras? Sabe quem foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-1001" title="Wecare" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/10/Wecare.jpg" alt="Wecare" width="400" height="256" /></p>
<p>Eu tenho lá as minhas explicações sobre o motivo pelo qual ganhamos a possibilidade de sediar as Olimpíadas em 2016. Talvez, por trás dessa análise, exista uma <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/voce-conhece-os-baby-boomers/"target="_blank"title="Você conhece os baby boomers?" >baby boomer</a> idealista. Se existe, ainda bem. Não quero perder nunca meu idealismo.</p>
<p>Vamos comparar a delegação brasileira que foi até Copenhagen com as outras? Sabe quem foram os brasileiros que representaram o Brasil na Dinamarca?</p>
<p>Eu não me lembro de todos, mas acho que até a faxineira do Planalto estava lá. Estavam o presidente do Comitê Rio-2016 Carlos Nuszman, o secretário-geral Carlos Roberto Osório, Lula e Marisa emocionados, Guga, Pelé, Hortência, eterna musa do basquete, o ministro dos esportes, o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio Eduardo Paes, João Havelange, César Cielo, nosso medalhista nadador, Paulo Coelho, o presidente do Comitê Paraolímpico, Dayane dos Santos, a velejadora Isabel Swan e tantos outros. Fomos em peso pra lá. Claro que devemos ter feito um exagero aqui, outro ali, típico do Brasil.</p>
<p>Mas o que quero ressaltar é que não pegamos um avião e chegamos duas horas antes de nos apresentarmos, como fez o Obama. Ele deve ter tido lá suas razões, que desconheço, mas não agiu como se realmente quisesse sediar as Olimpíadas.<br />
<span id="more-1000"></span><br />
Me lembro, há muitos anos, quando eu estava começando a Foco, ainda numa ruazinha de pedestres do centro da cidade em São Paulo (Barão de Itapetininga) e fui indicada para conversar com um consultor belga sobre uma possível parceria para atuar em uma grande indústria  multinacional na sua filial brasileira. Este consultor ia conversar com três possíveis parceiros e decidir quem seria o escolhido.</p>
<p>Eu estava nervosa, é claro. Queria desesperadamente essa parceria. Me arrumei toda e esperei o consultor, que foi muito educado e muito sensato nas suas perguntas. Quando ele terminou a entrevista comigo, fiquei desconfortável. Eu era melhor do que eu apresentara. Eu sabia que tinha me saído mal na entrevista. E não me conformava. Ele me disse em que hotel estaria hospedado e que ficaria no Brasil por mais dois dias.Eu não tive dúvidas: liguei pro hotel e pedi pra falar com ele. Expliquei que eu sabia que era melhor do que tinha me apresentado, que eu queria muito aquela parceria, e que queria a chance de conversar de novo com ele. Ele deve ter me achado meio maluca, mas topou conversar comigo novamente. Eu vibrei!</p>
<p>Fui conversar novamente com o Marnix e foi uma conversa excelente! Ficamos muito amigos e rimos muito do ocorrido. Essa parceria, de fato, não aconteceu por fatores externos à nossa vontade. Mas sou amiga dele até hoje e sei que ele me indicou para o cliente em questão.</p>
<p>E o que isso tudo tem a ver com as Olimpíadas? É que o Brasil queria muuuuuuito ser a sede das Olimpíadas. E levou isso com a raiva criativa necessária pra ganhar. Aquela raiva que nos empurra pra frente, que nos move na direção da ação!</p>
<p>Quando queremos muito alguma coisa, não chegamos no país duas horas antes da apresentação. Obama falou do quanto as Olimpíadas seriam importantes pra Chicago. E o Brasil disse o quanto as Olimpíadas seriam bem feitas e alegres no Rio.</p>
<p>Mas o que isso tudo tem a ver com a <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a> e as organizações?</p>
<p>É que acho que a <a target="_blank" href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> Y precisa mostrar que quer muito entrar nas empresas e mostrar a sua <a href="http://www.youtube.com/watch?v=NkNv2BflaSU">cara</a>. Não é só a empresa  que precisa dessa juventude. Ela também precisa muito da experiência das organizações, nem que seja pra aprender e tornar-se um empreendedor depois, se a organização não souber cativá-lo.</p>
<p>Os jovens têm que mostrar essa raiva criativa, essa vontade, esse desejo de aprender, de colaborar, de integrar-se, de pertencer.</p>
<p>São essas as grandes competências que as organizações querem ver.  Essa paixão pela vida, essa tenacidade, esse comprometimento, essa vontade louca de acertar, esse bom humor carioca, essa emoção que jorra pelos poros.</p>
<p>Os jovens da geração Y precisam mostrar que, “Yes, we care”, que é muito mais importante do que o “Yes, we can”.</p>
<p>Mas será que a geração Y se importa, mesmo?</p>


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		<title>Harry Potter e o comportamento da Geração Y: mera semelhança?</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 10:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eline Kullock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Potter]]></category>
		<category><![CDATA[super-heróis]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eline Kullock Fico me perguntando por que o Harry Potter é tão comentado e admirado pelas crianças e pela geração Y. Falta de ídolos? Saudosismo? Um pouco, talvez. Mas porque este “herói” é mais significativo que o homem-aranha ou o super-homem para esta geração? Com qual valor do bruxinho se identificam os jovens de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/10/supers4.jpg" alt="supers4" title="supers4" width="297" height="359" class="alignnone size-full wp-image-964" /></p>
<p><strong><em>Por Eline Kullock</em></strong></p>
<p>Fico me perguntando por que o Harry Potter é tão comentado e admirado pelas crianças e pela <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a>. </p>
<p>Falta de ídolos? Saudosismo? Um pouco, talvez. </p>
<p>Mas porque este “herói” é mais significativo que o homem-aranha ou o super-homem para esta <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>? Com qual valor do bruxinho se identificam os jovens de hoje?</p>
<p>Porque todos vão concordar comigo que há uma harrypotermania acontecendo&#8230;</p>
<p><span id="more-965"></span></p>
<p>Fala-se no conceito Peter Pan dos jovens que não querem crescer. </p>
<p>O Peter Pan de cada um existe em todas as <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a>. </p>
<p>Ter responsabilidades não é lá a coisa mais agradável do mundo. Todos querem se manter jovens. Todos querem poder voar. Não é uma questão de geração. É do ser humano.</p>
<p>Mas eu volto ao Harry Potter e faço uma associação dos elementos da história de vida dele com a história dos jovens hoje. Ele é um ídolo órfão. Seus pais foram mortos por um bruxo. E quem é o bruxo que mata os pais desses jovens da geração Y? Todos os jovens se sentem órfãos de alguma maneira. Os pais saíram de casa pra trabalhar, certo? Viveram menos em função de suas famílias preocupados consigo mesmos. Era legítima essa preocupação. A separação era permitida, a pílula liberou as mulheres, elas tomaram conta do mercado de trabalho e exigiram ser felizes. Volta tarde da noite para o “lar doce lar”.</p>
<p>Os filhos dos <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/voce-conhece-os-baby-boomers/"target="_blank"title="Você conhece os baby boomers?" >baby boomer</a>s encontraram muitas vezes a casa mais vazia. E eu acredito que o Harry Potter veio explicitar esse sentimento. Os pais adotivos de Harry não são magos. São seres humanos normais, bons, mas distantes da realidade dele. E é assim que os jovens se sentem. Seus pais desconhecem a magia de que são capazes com a tecnologia. Eles não aprendem mais com seus pais. Aprendem entre si. Com seus amigos. Seus pais não sabem mais “os truques” da vida.</p>
<p>O inimigo de Harry é o assassino de seus pais, Voldemort, que quer conquistar a imortalidade. Novamente o conceito de vida eterna, tão buscada pelos homens, aparece aqui, mostrando o quanto pode ser perigosa e negativa essa conquista.</p>
<p>Também é interessante notar que a história do Harry Potter é vivida numa escola, não numa casa, rua ou cidade. Estes conceitos estão cada vez menos viáveis, nas perigosas esquinas da vida. Talvez a escola seja, ainda, o ambiente mais seguro (o único real?) para estar com amigos.</p>
<p>A história se passa onde Harry e amigos se dispõem a enfrentar perigos. Juntos. Não há mais um homem-aranha, uma mulher-gato. Há um grupo real que vai encontrando, junto, soluções para os perigos e problemas que vão aparecendo. É assim que a geração Y quer ser percebida: como uma equipe. Não há discriminação de homens e mulheres. A heroína da história, (Hermione Granger) é brilhante, amiga, está sempre pronta para desafios, assim como seus amigos.</p>
<p>A outra coisa que me chama a atenção nesta trama é que realidade e fantasia se misturam, exatamente como na vida dos jovens da geração Y. Assim como eles passam grande parte do seu tempo em jogos virtuais, o filme mistura uma realidade vivida por Harry  e seus amigos com jogos e desafios próprios do mundo virtual. Essa associação representa a vida do jovem de hoje, onde, por vezes, é difícil separar um (realidade) do outro (fantasia).</p>
<p>Enfim, acho que os filmes e livros do Harry Potter tem uma simbiose impressionante com a realidade dos jovens. Eles se identificam com a trama e por isso, talvez, essa mania do bruxo que assola o mundo todo. Talvez seja um recado, indireto, para pensarmos na geração que estamos criando, nas conseqüências do nosso modo de vida sobre as atitudes deles. É sempre bom fazer uma analise e ver em que futuro vamos viver. E mudar o curso para melhor se for possível, por que não? Tanto na fantasia do bruxo quando na nossa vida real, tudo é possível. </p>


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		<title>Entrevista com a atriz Jessy Hodges, de &#8220;Anyone But Me&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 10:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ines Schinazi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Anyone But Me]]></category>
		<category><![CDATA[atuação]]></category>
		<category><![CDATA[gap de gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Jessy Hodges]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ines Schinazi “Minha mãe sempre foi uma atriz para mim.” É dessa forma que Jessy Hodges explica que seu relacionamento com sua mãe não mudou, mesmo ambas tendo se percebido recentemente com planos de carreira similares, ainda que estejam em etapas completamente diferentes de suas vidas. Enquanto a mãe retorna à sua carreira de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a target="_blank" href="http://www.toptalent.com.br/wordpress/wp-content/uploads/JessyHodges.jpg"><img src="http://www.toptalent.com.br/wordpress/wp-content/uploads/JessyHodges.jpg" alt="JessyHodges" title="JessyHodges" width="225" height="187" class="alignnone size-full wp-image-233" /></a></p>
<p><strong><em>Por Ines Schinazi</em></strong></p>
<p>“Minha mãe sempre foi uma atriz para mim.” É dessa forma que Jessy Hodges explica que seu relacionamento com sua mãe não mudou, mesmo ambas tendo se percebido recentemente com planos de carreira similares, ainda que estejam em etapas completamente diferentes de suas vidas.</p>
<p>Enquanto a mãe retorna à sua carreira de atriz, sua filha está ainda bem no início do caminho.</p>
<p>O que torna essa história ainda mais interessante é o fato de que Jessy Hodges e sua mãe, Ellen Sandweiss (mais conhecida por seu papel no filme cult de horror “A Noite dos Mortos Vivos”) estão “aprendendo juntas” ao explorarem um território completamente novo na atuação em séries via web. Jessy atua em “Anyone but Me” (<a target="_blank" href="http://www.anyonebutmeseries.com">www.anyonebutmeseries.com</a>) e Ellen em “Dangerous Women” (<a target="_blank" href="http://www.strike.tv/show/dangerous-women">www.strike.tv/show/dangerous-women</a>).</p>
<p>Em uma entrevista exclusiva, Jessy conta como descobriu o filme “A Noite dos Mortos Vivos” pela primeira vez e sobre seus momentos de espanto na adolescência.</p>
<p><span id="more-923"></span></p>
<p>Ao mesmo tempo em que se sente sortuda por ter uma mãe que pode lhe dar conselhos sobre carreira, também é realmente grata por seu namorado ser estudante de Direito, o que a permite ter um intervalo da “conversa ininterrupta” que é atuar.</p>
<p>Em “Anyone But Me” ela atua como a onipresente e misteriosa Sophie. Ainda que ironicamente, ela calcula que passou “&#8230; apenas 8 minutos na tela até agora.”</p>
<p>Conversando com Jessy, têm-se a impressão de que ela fica mais sábia ao longo dos anos. Repleta de instrospecção, atuar como Sophie trouxe a ela muito sobre o que pensar.</p>
<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2009/09/family.jpg" alt="family" title="family" width="380" height="118" class="alignnone size-full wp-image-941" /><br />
<strong><br />
<strong>Ines:</strong>  Por causa da natureza tecnológica de uma “série via web”, e toda a publicidade que se espalha pelo Facebook e pelo Twitter, você se vê dando muitas explicações para sua mãe sobre como essas coisas funcionam?</strong><br />
Jessy: É realmente engraçado, porque nesse tema específico, eu a vejo por completo explicando coisas para mim. Ela tem o papel de produtora e editora em suas séries via web. É um tipo de pessoa cheia de energia e motivada a aprender, então as coisas de que precisava, descobriu muito rápido. Mas ao mesmo tempo, eu sou da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> do computador, então ela diz coisas como, “Espere&#8230; como eu ligo isso novamente?” Às vezes, ela não assimila o básico, mas sabe muito mais sobre MySpace e Twitter do que eu.</p>
<p><strong>Ines:  Eu li uma entrevista na qual você conta sobre ter crescido sem saber que sua mãe era muito famosa por seu papel em “A Noite dos Mortos Vivos”.</strong><br />
Jessy:  Minha mãe foi estudar teatro e estava muito envolvida em atuar nos primeiros anos da minha vida. Depois, ela assumiu um certo papel de mãe, particularmente quando nasceu minha irmã mais nova. Ela também foi trabalhar com meu pai, e parou de atuar por um bom tempo.Eu a vi muito no palco quando eu era mais jovem. Mas o filme “A Noite dos Mortos Vivos” não fazia parte daquela conversa. Acredito que fiquei sabendo que ela estava no filme quando eu tinha 13 ou 14 anos. E eu disse, “O quê???” “Você fez um filme?” Eu não tinha percepção de que tipo de filme se tratava. Em seguida, eu e meus amigos achamos uma cópia antiga em VHS do filme atrás de uma fileira de livros numa estante. E nós exclamamos, “Oh! Meu. Deus”. Começamos a assistir por dez minutos quando ela tinha ido embora, e depois colocamos de volta na estante&#8230;Quando cheguei aos 15 ou 16 anos, finalmente assisti ao filme. Mas foi só alguns anos depois que eu compreendi que este era um filme de terror realmente importante. Sam Raimi (o diretor) uniu todas essas técnicas de câmera com uma porção de coisas legais.Eu só comecei a apreciar realmente o filme alguns anos após a faculdade. E toda vez em que assisto, eu amo e aprecio ainda mais.</p>
<p><strong>Ines: Estou curiosa em saber como foi o processo desde olhar a carreira da sua mãe “de fora”, depois você mesma se tornar uma atriz profissional e agora acompanhar os trabalhos atuais dela. Como foi essa mudança para você?<br />
</strong><br />
Jessy: É tudo realmente intenso. Meus amigos irão comentar sobre meu relacionamento com minha mãe. Eles dirão, “Jessy e sua mãe são melhores amigas.” Mas essa é a relação que já tínhamos. Depois, veio o fato de minha mãe realmente voltar a atuar, e eu também começar nesse meio. Você sabe que tem sido maravilhoso e também difícil, e realmente interessante, e verdadeiramente estranho. Não tenho apenas o apoio de meus pais, mas também de alguém que sabe exatamente pelo que estou passando, e que pode me dar conselhos quando peço&#8230; coisas sobre as quais muitos pais de artistas jamais saberiam. Mas é compreensível que esse relacionamento seja muito importante. Uma sabe sobre o que a outra está passando, porque para cada pequeno sucesso que temos nessa carreira, há um milhão de decepções. É uma dificuldade real, mas um mundo muito gratificante para se viver. É uma conversa ininterrupta. Às vezes tudo que eu desejo é falar com ela sobre isso e fazer perguntas. Em outros momentos eu digo, “Oh&#8230; Deus! Eu não consigo mais falar sobre isso! Todos os meus amigos são atores, minha mãe é uma atriz&#8230; por sorte meu namorado é advogado&#8230;”</p>
<p><strong>Ines: Obviamente você e sua mãe estão em fases completamente diferentes em termos de carreira, mas se as séries via web são completamente inovadoras, você acredita que a experiência de vocês como atrizes dessas novas séries sejam realmente diferentes ou similares?</strong><br />
Jessy: Podemos relacionar nossas experiências nisso o tempo todo. Ambas ficamos desconcertadas e confusas. Eu sinto que estamos num estágio tão iniciante com as séries via web, que não sei ainda realmente o que elas são. Quero dizer que as pessoas talvez dificilmente saibam como tirar dinheiro disso ainda. Estou aprendendo com todas as outras pessoas, inclusive com minha mãe.</p>
<p><strong>Ines:  Você pode falar um pouco sobre como é atuar como Sophie em “Anyone But Me”? Ela é uma personagem realmente interessante porque é um pouco fora dos padrões, mas temos a sensação de que ela será muito central na história toda&#8230;</strong><br />
Jessy: Atuar como Sophie é uma das coisas mais divertidas que eu já fiz. Talvez seja por causa do gênero das séries via web, mas eu passei provavelmente cerca de 8 minutos na tela atuando como Sophie até agora. Você tem pouco tempo apenas, então precisa fazer valer a pena. Em relação à personagem, eu a compreendo mais agora do que eu poderia ter compreendido no começo. Tem sido muito bacana, porque estamos preenchendo as linhas, dando cores à Sophie. Tenho certeza de que Susan Miller e Tina Cesa Ward diriam que, como nos conheceram como pessoas, isso definitivamente afeta a escrita. Eles estão constantemente escrevendo, mudando e editando. Em primeiro lugar, isso faz com que eu me sinta no colegial de novo, o que é algo louco. Também, eu nunca tive as experiências que a Sophie está tendo ou pode ter no futuro. Eu tive um número crescente de amigos gays próximos no teatro. Mas eu nunca tive alguém do mesmo sexo que eu, escolhendo namorar mulheres, numa idade tão jovem. Eu acho que isso seria confuso para mim, ainda que me considere inteiramente aberta e amiga dos gays. Eu pergunto como isso teria me afetado no colegial. Questiono como isso afetará Sophie, estando aberta a esse mundo, nos subúrbios, longe de uma grande cidade, especialmente nas circunstâncias do mundo real, longe de um caminho patético e unidimensional, cheio de estereótipos. Então é excitante, e isso me traz muito a pensar sobre a personagem, e sobre mim mesma de um jeito estranho. É sempre você atuando como a personagem. Eu sinto que você precisa estabelecer o seu ponto de vista, para então poder olhar para a personagem, estabelecer o ponto de vista dela, e ver como isso difere. Há sempre uma comparação, um contraste e uma combinação entre o ser humano que você é, e aquele que você está representando.</p>


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