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	<title>Foco em Gerações &#187; Educação</title>
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		<title>Ensinar sem bater: a educação agradece</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 14:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eline Kullock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eline Kullock Acompanhamos pela imprensa na semana passada o encaminhamento para o Congresso do projeto de lei que especifica que não se pode bater numa criança. Hoje, a palmada é usada de forma aleatória, mas todos os educadores (sejam pais ou professores) sabem que ela não é a melhor maneira de educar. Não estamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-2510" title="" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/educar.jpg" alt="" width="265" height="299" /><br />
Por Eline Kullock</em></strong></p>
<p>Acompanhamos pela imprensa na semana passada o encaminhamento para o Congresso do projeto de lei que especifica que não se pode bater numa criança.</p>
<p>Hoje, a palmada é usada de forma aleatória, mas todos os educadores  (sejam pais ou professores) sabem que ela não é a melhor maneira de educar. Não estamos falando em adestramento de animais. Estamos falando de pessoas.</p>
<p>É fundamental nessa questão o entendimento da autoridade que escolas e pais têm sobre seus filhos.<br />
<span id="more-2508"></span><br />
Com os afazeres do cotidiano, o stress, o trabalho de cerca de 12 horas por dia, os pais têm sentido mais dificuldade em lidar com seus filhos, ávidos por transgredir ( ver post: <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/05/10/limites-pra-que-te-quero/" target="_blank">Limites, pra que te quero! </a>, ávidos por viver a vida.</p>
<p>Não bater não significa, em absoluto, faltar com limites. É muito mais difícil e bonito educar sem bater nos tempos atuais, em que a <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >Geração Y</a> ou a <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> questionadora, como eu chamo, se sente em certo “pé de igualdade” para questionar qualquer coisa que lhe é imposta.</p>
<p>E a gente não aprendeu a responder por que. Na nossa educação, nem ousávamos questionar.</p>
<p>Por que eu não posso comer bala antes do jantar se eu prometer que como tudo? Por que preciso ir dormir às 22 horas se garanto que estarei de pé para a escola? Por que não posso brincar com esse aparelho se eu prometo não quebrar?</p>
<p>E então temos um desgaste enorme argumentando, refletindo sobre uma determinada questão, tentando definir nossa autoridade pelo tom de voz (sem necessariamente gritar!) e impondo respeito pela mão que ensina, não pela que bate.</p>
<p>O castigo quando as normas não são cumpridas terão de ser muito bem pensados, pra que não gere raiva, muito menos o sentimento de desamor, a revolta, que não educa e não cria nossos filhos.</p>
<p>Educar nos dias de hoje é muito mais complexo. Requer mais tempo de fato dedicado aos filhos. Cabe-nos o dever de prepará-los para um mundo mais complexo, de muita argumentação, de network, de relações matriciais, onde todos dependem de todos.</p>
<p>A criança precisa exercitar essa forma de conversa, precisa aprender a buscar argumentos, batalhar por eles quando fazem sentido, ser estimulada à reflexão, a ouvir uma contra-posição e aprender a aceitá-la.</p>
<p>Educar não é fácil. Mas quem disse que seria?</p>


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		<title>“Falta profundidade ao jovem atual”</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/07/12/falta-profundidade-ao-jovem-atual/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 19:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kielberman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Tatiana Kielberman Os jovens de hoje passam por experiências mais voltadas para o virtual do que para o real. É essa a percepção que rege o trabalho de Diana Beatriz Oliveira, advogada e professora de contação de histórias. Diana praticou o Direito por 13 anos e em 2001 se apaixonou pelo universo das histórias, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/07/contar-historia.jpg" alt="" title="" width="311" height="214" class="alignnone size-full wp-image-2445" /><br />
<strong><em>Por Tatiana Kielberman</em></strong></p>
<p>Os jovens de hoje passam por experiências mais voltadas para o virtual do que para o real. É essa a percepção que rege o trabalho de Diana Beatriz Oliveira, advogada e professora de contação de histórias. </p>
<p>Diana praticou o Direito por 13 anos e em 2001 se apaixonou pelo universo das histórias, após assistir a uma peça com apresentação de Regina Machado, grande pioneira na área. </p>
<p>Ela ministra atualmente um curso de formação de novos contadores de histórias, na Livraria da Vila em São Paulo, além de dar aulas em cursos avançados de pesquisa e técnica de narrativas.</p>
<p>Ao Foco em <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >Gerações</a>, Diana fala sobre a relação do jovem com os livros, sua forma de comunicação, a falta de contato real com o outro e a necessidade de se contarem histórias, como forma de transmitir valores, num mundo cada vez mais voltado ao âmbito virtual.<br />
<span id="more-2444"></span><br />
<strong>Como você entrou para o universo da contação de histórias? Por que isso te atraiu?</strong><br />
O universo das histórias já me atraia desde pequena. Na minha casa, era muito comum que faltasse luz em noites de tempestade e essas eram as noites de que eu mais gostava, já que a televisão ficava desligada e minha família tinha oportunidade de conversar. Além disso, estudei em colégio católico e já adorava ler parábolas da bíblia, pois achava inteligente transmitir um conhecimento sério por meio de uma história mais branda. Mas a entrada para o universo da contação de histórias aconteceu bem mais tarde, já adulta e atuando em Direito, quando assisti à apresentação de uma profissional da área no teatro e soube da profissão. A partir daí, me interessei e fui em frente.</p>
<p><strong>Por que é importante contar histórias na sociedade de hoje?</strong><br />
Acho essencial essa atividade na sociedade de hoje e de qualquer outro tempo, já que nas histórias passamos muito mais do que o simples conhecimento didático da sala de aula, por exemplo. Ao contar uma história, transmitimos valores, sonhos e imagens, além de despertar a fantasia nas pessoas. A emoção é muito presente nessa maneira de se comunicar, provocando uma interação humana que não é presente quando se lê um livro ou se assiste a um filme. Para as pessoas que são mais emotivas e gostam de estar em contato com o próximo, se tornou uma necessidade máxima ter outro ser humano diante de si. Elas sentem falta disso mais do que nunca, pois não se encontram e mal ouvem a voz umas das outras. </p>
<p><strong><br />
Como você acredita que essa atividade contribui para o desenvolvimento do jovem atual? </strong><br />
O que é bacana de se observar nos jovens é que eles gostam muito de falar, mas como dizem os japoneses, essa fala às vezes é um “tambor vazio”, pois citam muitas coisas sem saber o que estão dizendo. Quando ele entra em contato com uma história e pesquisa sobre ela, tem também a oportunidade de se interiorizar, exercitando algo muito importante para passar da adolescência para a fase adulta, que é se conhecer. Geralmente, o jovem se conhece por meio do grupo a que se associa, e anda “em bando” para descobrir quem realmente é. Quando ele pode vivenciar isso em um grupo de teatro ou de leitura desde cedo, acaba percebendo que suas escolhas dizem respeito àquilo que gosta e entende, enfim, qual a sua vocação, sem precisar que um terceiro lhe diga.</p>
<p><strong>Você acredita que o jovem está receptivo a contar histórias e falar de si?</strong><br />
Não muito. Tanto o jovem atual como o de qualquer outro tempo passa por um momento em que precisa aprender a ter privacidade – e isso implica ter instantes de silêncio para digerir as informações. A criança responde a tudo o que você perguntar, enquanto o adolescente já tranca tudo dentro de si. Na transição para a vida adulta, o adolescente se percebe como ser humano e consegue falar mais, se expor de forma madura, podendo também contar histórias com mais naturalidade.</p>
<p><strong>Acredita que a <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> de hoje conta histórias de forma diferente das gerações anteriores?</strong><br />
Certamente, porque essa geração tem muita pressa e funciona como um dicionário, já que quer saber sobre muitas coisas, mas não se aprofunda em nada. Antigamente, as pessoas conversavam mais longamente e não se olhavam pensando “essa história não acaba nunca!”, como acontece muito hoje. A noção de tempo era diferente, hoje as pessoas têm muita pressa. Se você fala com um jovem sobre ciranda, por exemplo, talvez ele já tenha lido diversos livros sobre o tema, mas nunca praticou a brincadeira. Reflete diretamente nesse jovem o fato de não passar pela experiência e ficar só na teoria e isso é cada vez mais comum. Para essa geração, o conhecimento é muito amplo e a experiência é muito curta, criando algo vazio, já que falta a vivência.</p>
<p><strong>Hoje você é contadora de histórias, mas é graduada em Direito. De que forma acredita que a intersecção entre essas diferentes áreas influencia no seu trabalho?</strong><br />
No Direito, os casos que levamos para a justiça são histórias, já que contamos algo para o juiz de acordo com a versão de uma das partes. Aprendemos também a decodificar a versão da outra parte, apontando incoerências e falhas. Nesse caso, estamos analisando histórias que têm personagens, elementos possíveis e impossíveis, que entram em conflito para você descobrir onde há incompatibilidade e derrubar uma tese, por exemplo. Há, nesse caso, uma relação direta com o processo de contar histórias. Porém, as mentiras e a hipocrisia praticamente me expulsaram do Direito, não conseguia conviver com pessoas predominantemente egoístas e foi justamente para fugir disso que fui para o mundo das histórias.</p>
<p><strong>Que mecanismos você utiliza para recodificar ou interpretar as mensagens trazidas pelos jovens nas histórias? </strong><br />
Busco sempre analisar aquilo que, em termos modernos, “está pegando”, ou seja, o que esse jovem quer falar. Nessa temática, procuro entender a dor dele, trazer para o meu universo e devolver por meio da história uma solução que encontrei com a minha experiência. Isso auxilia o adolescente na percepção dele mesmo.</p>
<p><strong>De que maneira, em sua opinião, é possível que as diferentes gerações estabeleçam um vínculo por meio da contação de histórias?</strong><br />
Para que exista esse vínculo, é necessário que as gerações queiram falar, mas também possam ouvir. É difícil, por exemplo, quando o mais velho só quer contar algo e não tem paciência para ouvir o que mais novo tem a dizer. Alguém que não tem a paciência de aprender não pode se dar o direito de ensinar. Vale a pena perguntar a opinião da criança, entender o que ela sente e incentivar que ela crie sempre algo diferente.</p>
<p><strong>Você acha que falta um papel mais atuante dos pais em relação ao jovem?</strong><br />
Com certeza. Os pais têm a vida muito corrida. Na minha infância, meu pai trabalhava e minha mãe tinha tempo de ficar em casa, conversando e me orientando. Hoje em dia são raras as famílias em que a mãe pode fazer isso e, então, os valores não conseguem ser ensinados em sua totalidade. O que se aprende no seio familiar em termos de amor e de respeito não pode ser aprendido na escola, por exemplo. Quando podem ser contados pequenos detalhes sobre o processo de construção dessa família, como o vovô conheceu a vovó ou como o papai conheceu a mamãe, tudo isso serve como uma base para a criança se conhecer, já que somos fruto das nossas raízes. Atualmente, quando a mãe pergunta ao seu filho “como foi a festa?”, ele responde “boa!”. É preciso exercitar essa comunicação para adentrar o universo dos jovens.</p>
<p><strong>Você acompanha e dirige diversos grupos no curso de Contação de Histórias da Livraria da Vila, em SP, e também em outros locais. Quais os principais obstáculos que encontra nessa atividade e como faz para driblá-los?</strong><br />
Eu sinto que, no começo, as pessoas achavam que essa atividade era uma bobagem, que as histórias eram tolas. Não sei se driblei isso, mas procurei dar tempo ao tempo e buscar sempre as melhores histórias. Muitas vezes, para fazer uma seleção de dez boas, você precisa ler duzentas. Porém, sempre me mantive firme porque eu não tinha dúvidas de que adorava isso, de que era algo muito valioso. Aos poucos, as pessoas que eram mais descrentes foram se aproximando e hoje, quando vejo alguém esticando um pouco mais o pescoço para ouvir melhor a história ou pedindo para o vizinho fazer silêncio, já é uma grande recompensa. </p>
<p><strong>Para contar histórias é necessária certa irreverência e ousadia. Acredita que essas características estejam mais presentes na geração atual?</strong><br />
Acredito que a geração de hoje seja bastante ousada e irreverente, mas se perde às vezes no vocabulário. As pessoas, por não lerem e não conversarem tanto, se baseiam nas gírias, não adquirem um vocabulário enriquecido. Nesse sentido, a irreverência é muito interessante desde que seja uma exceção. Falta ao jovem a experiência para ver mais profundamente, fazendo com que nem sempre consiga adquirir dos mais velhos o que eles têm de melhor. Por causa disso, as gerações não estão conseguindo se comunicar de forma eficaz. Para que isso fosse solucionado, seria necessária paciência dos mais velhos e humildade por parte dos jovens, que muitas vezes não percebem que estão vivendo muito mais o virtual e quase nada do real. </p>
<p><strong>O que os mais velhos têm a ensinar aos mais jovens sobre o processo de contação de histórias?</strong><br />
O principal a ser ensinado, na minha opinião, é o amor que eles colocam nas palavras. A geração que tem hoje 60, 70 anos, brincou de verdade, nas ruas, na fazenda, ouviu histórias, esperava um tempo até as coisas acontecerem, tinha mais paciência. Os jovens de hoje comem e bebem coisas instantâneas e ficam bravos se um download demora mais de dois minutos. Os mais velhos precisam ensinar aos jovens que as coisas levam tempo e que é preciso deixar o mundo acontecer no ritmo que ele é, não no ritmo que queremos que ele seja.</p>


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		<title>Qual o limite para a missão dos pais?</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/06/28/qual-o-limite-para-a-missao-dos-pais/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 15:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Zaiantchik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Clara Zaiantchik Há uma questão bastante intrigante na relação entre pais e filhos, sobre a qual costumo me debruçar, nem sempre encontrando as respostas certas, mas me esforçando para auxiliar a sociedade a repensá-la a cada momento. A reflexão diz respeito ao limite existente nas ações dos pais diante de seus filhos: até que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/limite.png" alt="" width="300" height="259" /><br />
<strong><em>Por Clara Zaiantchik</em></strong></p>
<p>Há uma questão bastante intrigante na relação entre pais e filhos, sobre a qual costumo me debruçar, nem sempre encontrando as respostas certas, mas me esforçando para auxiliar a sociedade a repensá-la a cada momento. </p>
<p>A reflexão diz respeito ao limite existente nas ações dos pais diante de seus filhos: até que ponto devemos ser educadores e lutar para que esses jovens formem suas opiniões? Até onde podemos chegar sem criar conflito com aqueles que tanto amamos e que muitas vezes pensam tão diferente da gente, até pela diferença de idade e época?</p>
<p>Essa pergunta surge em minha mente quando discuto com meus filhos e busco guiá-los na direção de objetivos sólidos, com um grande desejo de agir por eles, tomar decisões em seu lugar e protegê-los do mundo. Percebo que, por mais que a vontade de vê-los felizes fale alto, devo me conformar que a decisão final, grande parte das vezes, será tão somente deles.<br />
<span id="more-2373"></span><br />
Considero que a tarefa de criar e educar os filhos não seja para qualquer um. Em muitos momentos nos frustramos, em outros esperamos mais do que eles podem nos oferecer e, com isso, nos sentimos obrigados a perpetuar uma missão que, em certa altura da vida, passa a nos trazer certa angústia e medo.</p>
<p>Não estou dizendo que devemos abandonar o nosso posto e abdicar da formação de nossos jovens quando eles se tornam mais adultos, mas sim que é possível se precaver desde cedo para evitar incertezas ou arrependimentos mais tarde.</p>
<p>Se construímos uma relação de confiança e respeito a partir do exemplo e não da coerção, ensinamos a essa <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> que ela pode ser livre e correr atrás de seus objetivos, sem culpa nem ressentimentos. Se nos mostramos abertos a diferentes pontos de vista, nossos filhos não terão medo de chegar perto e dizer que se sentem inseguros em relação a este ou àquele tema, solicitando apoio e direção, sem restrições.</p>
<p>Vou ainda mais longe: se entendemos que nossa missão é eterna a partir do momento em que escolhemos ser pais, não será necessário sentir isso como um fardo e sim como uma dádiva, já que aprendemos diariamente com esses jovens, da mesma maneira que os ensinamos.</p>


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		<title>O jovem brasileiro está lendo menos?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 15:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[No começo do mês tive a oportunidade de reencontrar no metrô um professor do ensino fundamental. Fui surpreendido com um tapinha carinhoso nas costas e os parabéns por ter um livro em mãos. Depois de relatarmos quais destinos tinham tomado nossas vidas, voltamos ao assunto dos livros. Perguntei como era o aluno de hoje com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/leitura.png" alt="" title="" width="360" height="243" class="alignnone size-full wp-image-2359" /><br />
No começo do mês tive a oportunidade de reencontrar no metrô um professor do ensino fundamental. Fui surpreendido com um tapinha carinhoso nas costas e os parabéns por ter um livro em mãos.</p>
<p>Depois de relatarmos quais destinos tinham tomado nossas vidas, voltamos ao assunto dos livros. </p>
<p>Perguntei como era o aluno de hoje com relação à leitura em uma escola pública e meu professor informou que o jovem está lendo, mas é mais atento a ficção: Harry Potter e Crepúsculo são praticamente obrigatórios para a nova <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>. O meu antigo tutor reclamou da falta de leitura mais técnica: &#8220;E os grandes filósofos? Grandes autores brasileiros? Ninguém tem conhecimento. Jornais são praticamente descartados.&#8221;<br />
<span id="more-2358"></span><br />
Confidenciei que o hábito de ler livros no formato de papel diminuiu em minha vida, já que trabalho com internet e a minha leitura passou a ser 90% digital: livros digitais, reportagens, manuais, biografias, tutoriais&#8230; mas que isso não indicava uma falta de leitura, pelo contrário.</p>
<p>Meu professor fez uma pausa, não compreendeu.<br />
Começou aí uma troca de ideias sobre a leitura de duas <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a> distintas.</p>
<p>Expliquei que muitos livros estavam agora em versão digital, os e-books, além de tudo o que se lê da própria tela. Naquele momento meu papel foi tentar provar que a web, pelo menos, pode ser uma aliada.</p>
<p>Já pensou na quantidade que se lê por dia na internet?<br />
Não daria muito mais do que uma revista?</p>
<p>Sempre recebo notícias de que livros clássicos estão liberados na versão digital. O Ipad, um dos objetos tecnológicos mais cobiçados pela <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a>, em minha opinião, vai proporcionar o contato com diversas obras esquecidas nas estantes. </p>
<p>Uma curiosidade é que o Instituto Pró-Livro revelou uma pesquisa sobre leitura no Brasil e informou que está crescendo o hábito entre jovens no país.  </p>
<p>A maioria dos que foram ouvidos afirmaram ler desde a Bíblia, até Monteiro Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado ou Machado de Assis, e títulos de ficção. De acordo com a presidente do Instituto Pró-Livro, os dados apontam que o brasileiro está definitivamente incorporando o hábito da leitura, o que se deve à universalização da educação e aos avanços do Brasil. </p>
<p>Rupert Murdoch, dono de títulos como Wall Street Journal e The Times, declarou em entrevista em 2009 que o jovem está lendo mais, mas está saindo da realidade do papel e tinta.</p>
<p>Outro aspecto interessante para educadores da &#8220;velha guarda&#8221; é o resultado da pesquisa do Instituto Pró-Livro de 2008, que aponta que mais da metade dos jovens entre 11 e 24 anos lêem com o som ligado. O índice é maior entre 14 e 17 anos.  </p>
<p>Meu antigo professor comentou que as bibliotecas, com a regra de silêncio absoluto, afastam os novos leitores e que realmente a geração Y possui uma &#8220;ânsia por conhecimento&#8221;, pois se não estiver com um aparelho digital ligado ficam com a sensação de que alguma coisa está acontecendo e eles estão perdendo!</p>
<p>Pois é professor, a forma de ensinar está ultrapassada, afirmei.<br />
Ele foi contra, disse que o problema está no aluno, que não consegue viver sem tecnologia. Lembrei de educadores que utilizaram outras técnicas para repassar o conhecimento, mas ele foi resistente. Reconheceu a riqueza dos meios tecnológicos, mas reclamou dos inúmeros trabalhos feitos por cópias da internet.</p>
<p>Era um papo descontraído, entre dois camaradas.</p>
<p>Descendo do vagão, meu professor desejou sorte em minha vida e comentou: &#8220;A tecnologia esta aí, mas nada substitui a delícia de folhear um livro ou um jornal no domingo de manhã&#8221;.</p>
<p>Qual a sua opinião?<br />
As pessoas estão lendo menos ou o que mudou foi a forma de obter informações?</p>


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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2010 19:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuela Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Tuka Okrent]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.focoemgeracoes.com.br/?p=2314</guid>
		<description><![CDATA[Por Manuela Mesquita Já dizia Mário Sérgio Cortella que as crianças e jovens de atualmente desconhecem os processos, não entendem a necessidade da preparação de algo, já que até a comida é comprada no drive-thru ou na pizzaria, e chega em, no máximo, 10 minutos. E está tudo resolvido. A ideia é uníssona na boca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2315" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/colheita.jpg" alt="" width="333" height="306" /><br />
<strong><em>Por Manuela Mesquita</em></strong></p>
<p>Já dizia Mário Sérgio Cortella que as crianças e jovens de atualmente desconhecem os processos, não entendem a necessidade da preparação de algo, já que até a comida é comprada no drive-thru ou na pizzaria, e chega em, no máximo, 10 minutos. E está tudo resolvido.</p>
<p>A ideia é uníssona na boca de outros, que convivem e falam sobre essa <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>.</p>
<p>Se isso é bom ou ruim? Não há resposta pronta, o fato é que é assim.</p>
<p>Tuka Okrent, educadora física e atriz, que trabalha há mais de quinze anos com jovens, tem sua opinião. Defende a necessidade das crianças terem contato com algo “real”, desenvolver a expressão corporal, até como forma de encontrar seu próprio eu, que segundo ela, anda perdido por aí.</p>
<p>Com experiência de quem trabalhou com crianças nos Estados Unidos, Israel e Brasil, Tuka concedeu a seguinte entrevista ao Foco em <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >Gerações</a>:<br />
<span id="more-2314"></span></p>
<p><strong>Você trabalha há quinze anos com jovens, o que indica que vivenciou uma mudança de gerações, principalmente no que diz respeito ao comportamento, antes e depois da tecnologia. Quais as principais diferenças que você vê entre o jovem atual e o de mais de dez anos atrás?</strong><br />
Acho que hoje as crianças são influenciadas por diversos aspectos: casamentos mistos, entre diferentes religiões, pensamentos diferentes dentro de casa e muitas separações. Muitas crianças não têm contato com a vida real, com processos. Elas acham que o suco de laranja vem do saco e não de um pé, que foi plantado e cultivado. Se você foi uma criança mimada, que não teve limites, vai ter que aprender na raça, vivendo. Na minha época, era uma luta para fazer parte da banda, da turma de teatro do acampamento e etc. Ser amigo de alguém desses grupos já era uma honra. Hoje, isso não tem mais valor para as crianças. Também acho que elas estão assumindo responsabilidades muito cedo, sem ter maturidade para isso, para liderar uma equipe ou passar valores. Não dá para generalizar, mas é comum vermos isso.</p>
<p>As crianças brasileiras valorizam muito o que é estrangeiro, programas e desenhos americanos, dando pouco valor ao que é nosso. As viagens estão muito mais presentes em seus cotidianos, tudo é mais comum, o que é ótimo, mas fica difícil achar coisas simples que os satisfaçam.</p>
<p><strong>De que forma você sente isso no cotidiano de seu trabalho em acampamentos e nas recreações com jovens?</strong><br />
Antigamente, nos acampamentos, não tínhamos contato com os pais, hoje, por mais rústico que ele seja, existe sempre uma forma de mandar e-mails. A mala que na minha época voltava cheia de roupa suja, que era escolhida para isso mesmo, hoje vem impecável, com roupas de marcas, a chapinha e diversos itens de consumo. As meninas já vão maquiadas para o café da manhã, é uma mudança muito grande. Sinto dificuldade até mesmo em mexer no cabelo das crianças para montar as peças de teatro. Elas não deixam, ficam receosas, têm uma preocupação que antes não existia. A linguagem é outra e nós precisamos entender essa linguagem deles, mas com limites, é claro. É preciso sempre haver uma conversa e determinar as regras, sem militarismo.</p>
<p><strong>Você trabalhou um tempo nos Estados Unidos, com jovens e crianças. Que diferenças você destacaria entre o atual jovem norte americano e o brasileiro?</strong><br />
O carinho, a afetividade principalmente, o brincar, o fazer parte, tudo é diferente. Quando você promove uma atividade com as crianças americanas, só eles fazem, não te incluem como fazem as crianças brasileiras. Quando cheguei lá tive um treinamento pesado sobre assédio sexual, o que já demonstrou logo no início como eu deveria agir. O contato, olho no olho, é importante, mas eles não estão acostumados a isso. Têm bastante criatividade, são muito curiosos, inteligentes, rápidos e questionadores, mas não chegam perto, não interagem, é algo deles. Por outro lado, são crianças mais independentes, se viram melhor, são preparados para sair de casa cedo, bem diferente dos latinos.</p>
<p><strong>Como você acha que a tecnologia, que nos Estados Unidos é utilizada há muito mais tempo, influencia nas características das crianças de lá?</strong><br />
Mil por cento. A tecnologia influencia muito. Nos Estados Unidos todos andam com máquinas descartáveis, tirou foto, pronto, acabou, só para registrar um momento. É uma relação diferente.</p>
<p><strong>E como é trabalhar com essa geração no teatro? Eles possivelmente estão desacostumados à expressão corporal e a atividades de contato humano. Como desenvolver a criatividade desses jovens?</strong><br />
Mudou muito de fato. Eu costumo pedir a todos que tirem os sapatos para que sejam eles mesmos. Assim eu tento conhecer um pouco mais das pessoas, a partir do que elas querem me falar. Acho que através da conversa é possível estabelecer uma melhor relação com o jovem, mas no teatro é preciso desconstruir alguém para depois construir, por isso é importante escutar o jovem, entender sua criação, o que poucos fazem hoje em dia.</p>
<p><strong>O que diria quanto ao autoconhecimento dessa turma?</strong><br />
O jovem de hoje não se conhece tanto. Todos tentam ser iguais, se vestir da mesma forma, não desenvolvem uma personalidade própria. Mas essa projeção geralmente não é nos pais e sim na televisão, no que está em alta na mídia.</p>
<p><strong>As atividades que você realiza vão no sentido oposto às novas tecnologias, já que é um trabalho que envolve dança, atividades recreativas e teatro. Por que você acha importante que as crianças tenham essa vivência?</strong><br />
Acho que é preciso conhecer os dois lados, saber de onde vem a laranja, entender que não é do saco. As mídias sociais são maravilhosas para aproximar as pessoas, encontrar quem não se vê há muito tempo. Mas nada em excesso é positivo. Fazer com que isso substitua a vivência, o contato com os outros, está errado. É importante que as crianças valorizem o passado, entendam esse lado sem tecnologia.</p>
<p><strong>Você trabalha com crianças, jovens e adultos de diversas idades. Qual a importância desse convívio com pessoas de diferentes gerações?</strong><br />
Acho essa integração perfeita e acredito que os dois lados precisam se abrir um pouco, entender que um pode aprender muito com o outro. As diferentes gerações juntas determinam o equilíbrio. Quando promovo atividades,sempre misturo diferentes idades, porque o pequeno pode saber respostas que o grande não sabe. Não há como crescer sozinho, essa união é enriquecedora.</p>


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		<title>As três eras cognitivas</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 13:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blogueiro Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carlos Nepomuceno O problema básico da humanidade sempre foi repassar o conhecimento da geração atual e passada para as futuras. Cada pessoa que nasce precisa chegar ao mundo e receber a “óstia do conhecimento” para ir daqui em diante e não voltarmos para trás. Ou seja, a humanidade é dependente da forma que essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2303" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/06/evolucao.png" alt="" width="360" height="182" /><br />
<strong><em>Por Carlos Nepomuceno</em></strong></p>
<p>O problema básico da humanidade sempre foi repassar o conhecimento da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> atual e passada para as futuras.</p>
<p>Cada pessoa que nasce precisa chegar ao mundo e receber a “óstia do conhecimento” para ir daqui em diante e não voltarmos para trás.</p>
<p>Ou seja, a humanidade é dependente da forma que essa passagem é feita para sobreviver e resolver os problemas que cada vez mais gente na terra provocam.<br />
<span id="more-2302"></span>Começamos com a memória, passamos ao papel (e adjacências) e depois para o suporte digital.</p>
<p>Cada uma dessa passagens mudou a maneira de produzir e receber conhecimento.</p>
<p>Fez com que nossos cérebros se adaptassem a esse suporte.</p>
<p>Assim, a tecnologia cognitiva é aparentemente neutra por fora, mas modeladora por dentro.</p>
<p>Essas passagens nos obrigam  a mudar o jeito que organizamos internamente esse ato de conhecer e produzir conhecimento, marcando Eras distintas da Civilização.</p>
<p>Tudo começa com uma tecnologia, que molda nosso cérebro que, por sua vez, a partir desse novo molde, molda a sociedade.<br />
<em>(Pela primeira vez, li sobre o termo “Filosofia da Tecnologia”, que estuda como pensamos sobre elas. Isso é importante, pois vai nos dar a possibilidade de entender tudo isso melhor.)</em></p>
<p>Tivemos, portanto, três grandes Eras Cognitivas, nas quais nossos cérebros foram radicalmente mudados:</p>
<p>- A oral, com suporte na memória;<br />
- A escrita, com suporte em papel e adjacências;<br />
- A digital, com suporte no computador.</p>
<p>Cada passagem, guarda características em comum:<br />
- Explosão informacional;<br />
- Aumento de velocidade do fluxo de informação;<br />
- Mais facilidade de acesso ao conhecimento acumulado.</p>
<p>A meu ver essas passagens se tornam maduras, em função do aumento da população que cria a cama, pela qual a nova Era vai deitar.</p>
<p>E, quando vêm, gera consequências profundas em nossos cérebros.</p>
<p>E tem particularidades específicas, que temos que estudar, pois são elas que criam as novidades pelas quais iremos moldar a nova sociedade.</p>
<p>A chegada da Era Digital, numa grande rede de computadores conectados, nos traz de novo que as outras Eras não permitiram, entre outros:</p>
<p>- A interação muito para muitos a distância;<br />
<strong>Ex:</strong> chats, comunidades do Orkut, listas de dsicussão, etc;<br />
- O registro destas interações, disponível a todos;<br />
<strong>Ex:</strong> texto do que acontece nas interações que ficam disponíveis;<br />
- A alteração de registros de forma volátil a distância;<br />
<strong>Ex</strong>: Wikipedia;<br />
- A complementação do registro no mesmo ambiente;<br />
<strong>Ex:</strong> comentários de um usuário em um post em determinado blog;<br />
- E o registro da interação entre o usuário e a informação.<br />
<strong>Ex: </strong>pode-se se saber em uma revista on-line, quantos, como e quem acessou cada uma das páginas.</p>
<p>Esse conjunto de novas possibilidades de receber e produzir conhecimento  é o que está permitindo a revolução da Era Digital e não a tecnologia, que é apenas a motivadora da passagem, uma ponte entre duas cidades que não se falavam.</p>
<p>Isso vai implicar na mudança geral da sociedade.</p>
<p>Ou seja, como lidamos com o conhecimento do jeito “A” para o “B”.</p>
<p>Uma civilização que vai também do “A” para o “B”.</p>
<p>Que dizes?</p>
<p><em>*Carlos Nepomuceno é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus). Esse texto foi retirado de seu blog Nepôsts (<a target="_blank" href="http://nepo.com.br/" target="_blank">http://nepo.com.br/</a>)</em></p>


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		<title>A escola contemporânea em debate</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 20:08:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Zaiantchik</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Clara Zaiantchik Já faz algum tempo desde que meus filhos concluíram o 2º grau e saíram da escola. Posso dizer que realizei uma ótima escolha para ambos, fazendo-os passar por, pelo menos, dois colégios diferentes em sua trajetória educacional. Meu filho mais velho, hoje com 33 anos, freqüentou primeiro uma escola judaica e, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/84782970.png" alt="" title="" width="300" height="368" class="alignnone size-full wp-image-2259" /><br />
<strong><em>Por Clara Zaiantchik</em></strong></p>
<p>Já faz algum tempo desde que meus filhos concluíram o 2º grau e saíram da escola. Posso dizer que realizei uma ótima escolha para ambos, fazendo-os passar por, pelo menos, dois colégios diferentes em sua trajetória educacional. </p>
<p>Meu filho mais velho, hoje com 33 anos, freqüentou primeiro uma escola judaica e, em seguida, partiu para uma instituição laica. Já minha filha, 10 anos mais nova que o irmão, passou primeiro pela experiência de uma escola tradicional para depois se firmar no colégio judaico.</p>
<p>Independente do fato de nossa família ter raízes fincadas no judaísmo, acredito que essa mescla de culturas, ambientes e diferentes criações tenha sido fundamental na vida deles, pois a escola contemporânea tradicional, em minha opinião, não está bem preparada para receber essa nova <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>.<br />
<span id="more-2258"></span><br />
Penso que há um esforço imenso para passar um ensino de qualidade, para aderir às novas tendências voltadas à tecnologia, mas hoje em dia sinceramente observo que esse ponto não é o principal na educação desses jovens.</p>
<p>Nascidos em uma época de inúmeras e rápidas transformações, nossos filhos necessitam de uma base que ofereça muito mais do que os livros e computadores são capazes de transmitir. Eles precisam da ação direta do professor-educador, de uma pessoa mais velha e sábia que esteja no comando. Alguém que saiba direcioná-los, guiá-los para um mundo em que nem sempre as respostas serão as mais agradáveis – e onde, mesmo assim, precisarão ouvi-las e atuar diante delas da melhor forma.</p>
<p>Sinto que meus filhos puderam usufruir disso durante sua formação, pois ao mesmo tempo em que receberam um ensino sólido e voltado à modernidade no colégio laico, puderam fortalecer suas origens e partilhar de um calor humano fundamental ao passarem por uma instituição judaica. </p>
<p>É claro que, de certa forma, a escola laica em que estudaram também buscava seu caminho para introduzir valores na formação desses jovens, assim como o colégio judaico sempre se esforçou para colocar “os dois pés” na tecnologia.</p>
<p>Entretanto, a tentativa de unir as práticas ainda não se consolidou da forma desejada, já que as escolas procuram se focar em apenas uma das vertentes: a formação pedagógica ou a curricular.  O foco delas não é tão abrangente a ponto de unir as duas formações que, ao final, se fazem igualmente importantes para os jovens.</p>
<p>O ideal seria que as entidades educacionais, sejam elas ligadas a uma religião ou não, pudessem agregar tudo de que um jovem da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a> precisa. Para tanto, é fundamental que se coloque a escola contemporânea em debate, tirando as máscaras daquilo que tanto se precisa enxergar no mundo atual.</p>
<p>E você, o que está fazendo para modificar esse panorama e trazer um novo conceito de educação para a geração Y?</p>


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		<title>“Vivemos uma mudança civilizacional e precisamos de adequação”</title>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 23:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuela Mesquita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Nepomuceno]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Manuela Mesquita Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo. A frase foi dita no século passado, por Gandhi, mas partindo de Carlos Nepomuceno, professor, pesquisador e diretor da empresa Pontonet, ganha um sentido novo, atual e se adequa perfeitamente ao que vivemos hoje. Autor do blog Nepôsts, Nepomuceno desenvolve de maneira inteligente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2225" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/carlos-nepomuceno.png" alt="" width="250" height="304" /></p>
<p><strong><em>Por Manuela Mesquita</em></strong></p>
<p>Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo. A frase foi dita no século passado, por Gandhi, mas partindo de Carlos Nepomuceno, professor, pesquisador e diretor da empresa Pontonet, ganha um sentido novo, atual e se adequa perfeitamente ao que vivemos hoje.</p>
<p>Autor do <a target="_blank" href="http://nepo.com.br/">blog Nepôsts</a>, Nepomuceno desenvolve de maneira inteligente idéias sobre o mundo 2.0 e tudo o que ele tem trazido para a sociedade.</p>
<p>Responsável por críticas sobre o modelo educacional e corporativo, Nepomuceno acredita na modificação de aspectos cognitivos, mais do que tecnológicos ou de gestão, gerados pela internet.</p>
<p>Acompanhe a entrevista exclusiva concedida por ele ao Foco em <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >Gerações</a>:<br />
<span id="more-2224"></span><br />
<strong>Você fala muito sobre a educação no mundo atual. O que acredita ter mudado tanto nos últimos anos que chega a impactar na educação exigindo mudanças?</strong><br />
Somos contemporâneos de uma mudança civilizacional, mas é muito difícil percebermos isso, pois estamos dentro do olho do furacão e não conseguimos um distanciamento para observar o que de fato acontece. Há uma mudança no modelo de produção de conhecimento em função da internet. Se olharmos para trás, só podemos comparar este momento à chegada do livro impresso, que assim como acontece agora, gerou um descontrole informacional.</p>
<p>Eu chamo esses dois meios de mídias de oxigenação social que vêm para ajudar a sociedade a resolver algumas demandas de produção, em que você cria novos problemas e precisa fazer uma grande mudança. Nós somos a primeira <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> dessa mudança. Sendo assim, não é a escola que está mudando, é a civilização que está entrando numa nova etapa. E a escola cumpre o papel de preparar os jovens cidadãos para ingressar no mundo em que estamos vivendo. Ela possui um conjunto de códigos de conduta, de métodos, que resolviam o problema de formação do cidadão para um determinado planeta, dentro de uma determinada estrutura e conceito de valores. No momento em que você cria uma nova civilização, a escola, que segue uma linha de raciocínio antiquada começa a não ser mais adequada.</p>
<p><strong>Pensando em aspectos práticos, de que forma poderia se dar essa adequação?</strong><br />
Estamos saindo de um mundo em que o ambiente de produção em termos de estrutura de poder precisava formar habitantes fortemente consolidados com o senso comum, você formava uma escola em que o aluno entrava e praticamente recebia as mesmas informações que o pai, o avô, etc. O professor era o transmissor do conhecimento acumulado pela civilização nos últimos tempos. O aluno não tinha outra forma de acesso àquelas informações. Com a chegada da internet esse modelo passa a ser claramente inadequado.</p>
<p>Um fato importante que devemos pensar é que nos últimos 210 anos saimos de 1 bilhão de habitantes para chegarmos em 2020 aos 8 bilhões. Outra coisa é que cerca de 70% das pessoas moram em grandes cidades, em que a possibilidade de trocar, receber novas idéias e visões de mundo é muito maior do que era no passado. Um terceiro dado é que existe a partir dessa quantidade de pessoas uma demanda contínua de melhorias que produzimos e consumimos, vimos isso na própria evolução da tecnologia. Esse conjunto de fatores força a sociedade a ter mais velocidade. É preciso formar pessoas que estejam mais preparadas a viver processos contínuos de mudança do que processos de consolidação do senso comum que a escola tem hoje. A idéia é dar o maior número de informações à pessoa para que quando ingresse no mercado de trabalho possa articulá-las e resolver problemas. Isso não está acontecendo hoje. É preciso haver um ambiente participativo e de troca de conhecimento.</p>
<p><strong>Você fala sobre o conceito wiki, da cooperação mútua e da falta de necessidade de uma especialização, em que é importante saber muito sobre pouco (leia em temos um problema e precisamos de ajuda). Acredita que isso se aplica às escolas?</strong><br />
Hoje o modelo wiki, que é o que conseguimos observar na Wikipedia, oferece uma produção contínua de conhecimento que vai questionando o senso comum. Novos termos e idéias vão surgindo, havendo articulação entre diferentes assuntos, ou seja, a escola tem que sempre representar esse mundo em modelos como esse. É preciso ensinar o aluno que tudo é um processo e que ele tem que poder interferir neste processo. Hoje ele só pode contribuir com conhecimento quando sai da escola, o que tem um custo muito alto, pois o tempo que leva para dar resultado é enorme.</p>
<p>Hoje temos um aluno desmotivado, um professor desmotivado e a escola desmotivada. A sociedade precisa de um ambiente produtivo e dinâmico. Isso deve começar a ser incentivado na creche.</p>
<p>Mas acredito que estamos começando a sair da escola 1.0, que é a hierárquica e autoritária, para uma escola criativa, horizontalizada e que trabalha em cima de problemas.</p>
<p><strong>E nas corporações, como esse cooperativismo entre áreas deve acontecer?</strong><br />
O conceito é o mesmo, pois a escola é uma empresa. As empresas atualmente contam com um conselho diretor, de acionistas, que mandam. Mas ela estrutura o setor de comunicação fazendo uma manipulação para que o consumidor pense que tem o controle, quando não tem. Se você controla a estrutura de mídia consegue manter isso, mas com a ruptura que estamos tendo, o consumidor começa a introduzir novas idéias e dizer que aquilo é uma mentira. As empresas que percebem essa mudança de civilização já estão adotando outro tipo de política, envolvendo seu consumidor no processo produtivo, deixando transparente a separação entre ele, o colaborador interno e o acionista. É uma espécie de capitalismo colaborativo. O grande desafio hoje não é tecnológico ou de gestão, mas de cognição, as pessoas precisam olhar este mundo com novos olhos. Talvez a grande mudança aconteça quando a geração que já nasceu com tecnologia, que hoje tem cerca de dez anos, assumir o comando. É uma questão de tempo.</p>
<p><strong>Mas você acredita que a inserção nas mídias sociais por parte das empresas já mostra uma maior integração entre a empresa e o consumidor?</strong><br />
A empresa não pode olhar para os blogs como se fossem um jornalzinho interno ou um release que envia para a mídia. As críticas ainda não estão entrando no processo produtivo da empresa e isso precisa acontecer. O pessoal da Comunicação tem que trabalhar junto com a gestão para encaminhar e ouvir essas críticas, de forma a fidelizar o consumidor.</p>
<p><strong>Em um de seus textos você diz que temos de pensar numa nova forma de gestão que possa gerenciar melhor o capital intelectual e não o conhecimento. Por que você acredita nisso?</strong><br />
Há várias formas de lidar com a capacidade criativa das pessoas. Eu acredito que o que chamamos de conhecimento útil não é o conhecimento que cada um possui, como a maioria das pessoas acreditam, o que importa é a capacidade das pessoas em resolver problemas de forma rápida e eficaz.</p>
<p>Da mesma forma como a escola, você terá que organizar a empresa por problemas e ter uma rede suficientemente ágil para que as pessoas se articulem de forma a motivá-las para continuar o trabalho, gerando valor.</p>
<p><strong>Hoje vemos empresas reclamando sobre a falta de fidelidade dessa geração. Acredita que com estas mudanças, seria mais fácil reter pessoas, engajar mais os funcionários para que pensem em longo prazo?</strong><br />
Há hoje uma incompatibilidade geracional, nunca na história uma geração mais nova aprendeu ferramentas cognitivas antes dos seus pais. Os pais sempre aprendiam o ambiente informacional e passavam aos filhos, hoje estamos vivendo uma mudança. A outra coisa é que hoje a pessoas começa a trabalhar numa profissão e dificilmente se manterá nela até o fim da carreira. O jovem chega na empresa, procura a rede social que sempre utilizou e ela não está lá. Ou seja, ele não vê na empresa o mundo em que vive.</p>
<p>No dia em que for o dono, que essa geração chegar à empresa, vai começar a ajustá-la a esse modelo, então acho que boa parte da infidelidade está ai. A outra coisa é que a própria empresa tem que olhar para o funcionário de outra maneira, ela não pode achar que ficará com ele durante 20 ou 30 anos, é preciso trabalhar por projetos, agregando pessoas em torno daquilo, em redes produtivas a partir de problemas, é isso que as pessoas buscam.</p>
<p><strong>E você acredita nessa mudança?</strong><br />
Acho que não é uma questão de acreditar, mas já vejo sintomas claros disso acontecendo. Comparo o momento em que estamos com outras mudanças importantes que alteraram estruturas no passado. Acho que com 8 bilhões de pessoas, num mundo globalizado e conectado, não tem como manter a antiga forma de trabalhar que funcionava com bem menos gente. Mas cada um tem uma capacidade cognitiva e o que devemos questionar é o tempo que isso vai levar para acontecer.</p>
<p>Vamos entrar na segunda fase da internet, que não se refere mais à mudança tecnológica, de acesso à tecnologia, e sim mudanças cognitivas. A internet veio com o papel de mudar o mundo. Essa fase será mais dolorosa e de mais resistência, mas envolverá toda a sociedade e não vai demorar uma semana.</p>
<p><strong>Você é professor, pesquisador e diretor de uma empresa. Aborda no blog um pouco destas questões relacionadas à tua área e outras nem tanto. Isso propriamente já demonstra a aplicação do que fala. Como a criação do blog se tornou um diferencial profissional?</strong><br />
Cheguei à conclusão de que minha grande vocação é a capacidade de articular coisas, desenvolver pensamentos diferentes, isso eu chamo de trabalho cognitivo. Assumi há cerca de dois anos que eu deveria trabalhar ajudando a evolução da cognição de pessoas. A partir daí, achei que precisava ter um exercício mental que permitisse alongar meu cérebro. O blog é um canal perfeito para eu poder transmitir o que descubro. Minha vida profissional deu um salto de qualidade, as pessoas passaram a me conhecer, comecei a ganhar muito por isso e ter outro tipo de perspectiva. Muitos me questionam se eu não perco competitividade por colocar tudo o que sei no blog, mas acho que o que penso ou falo numa palestra não faz a diferença, assim como o que se coloca no Youtube. Assim eu penso que o blog foi um espaço de reflexão, divulgação e crescimento, o que mostra que o que falo sobre as mudanças que precisa acontecer, podem se comprovar. Como diria o Gandhi, você tem que ser a mudança que você quer para o mundo, então ficaria contraditório dizer para todo mundo compartilhar, abrir tudo e eu ter outro tipo de postura.</p>


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		<title>A geração Y tem o hábito de ler?</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 19:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Blogueiro Convidado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[WEB]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Carol Phillips* Como professora, sou obcecada por ler e escrever. Por isso, dois posts do blog The Next Great Generation me chamaram a atenção recentemente, já que sugerem haver uma indiferença por parte dos jovens que estão na faculdade em relação aos livros e textos tradicionais. Jeannie: “Conseguindo a atenção da Geração Y” &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-2219" title="Teen_reading1" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/Teen_reading1.png" alt="" width="400" height="265" /></p>
<p><strong><em>Por Carol Phillips*</em></strong></p>
<p>Como professora, sou obcecada por ler e escrever. Por isso, dois posts do blog <a target="_blank" href="http://www.thenextgreatgeneration.com/" target="_blank">The Next Great Generation</a> me chamaram a atenção recentemente, já que sugerem haver uma indiferença por parte dos jovens que estão na faculdade em relação aos livros e textos tradicionais.</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.thenextgreatgeneration.com/2010/05/10/genys-attention-101/" target="_blank">Jeannie: “Conseguindo a atenção da Geração Y”</a> &#8211; “Ainda que eu tivesse o dinheiro para comprar todos os livros de que precisava na faculdade, a maioria deles serviu para juntar pó na minha estante. Parte do meu completo desinteresse vem do fato de que, no segundo em que um livro é publicado hoje, já está obsoleto. Desde que eu estava na quinta série, era capaz de acessar qualquer informação na internet de forma mais rápida e precisa do que conseguiria fazer em um livro. Além disso, a informação online é gratuita (e se não for, você vai procurar em outro site até encontrar “de graça”). Com um orçamento restrito e recursos grátis ilimitados, existe algum tipo de livro que poderia atrair meu interesse?”</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.thenextgreatgeneration.com/2010/05/03/graduated-college-checking-book/" target="_blank">Katie Wall: “Concluí a faculdade sem ler um livro sequer</a>” – Em maio de 2009 me formei pela Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, considerada uma das melhores universidades públicas do país, e nunca abri um livro sequer. Não estou dizendo que a faculdade não era desafiadora, mas todo o tempo que passei lendo e estudando, nunca precisei dos livros. Quando tinha que fazer trabalhos, conseguia encontrar tudo online&#8230;.”<br />
<span id="more-2218"></span>Ainda que eu entenda o ponto de vista dessas duas jovens sobre as alternativas online que estão substituindo os livros, me angustia ouvi-las dizendo que não valorizam a leitura.</p>
<p>Trabalho arduamente para fazer com que meus alunos leiam. Tentei diferentes técnicas ao longo dos anos – <a target="_blank" href="http://www.thenextgreatgeneration.com/2010/05/03/graduated-college-checking-book/" target="_blank">quizzes diários, cases semanais, testes sobre o material escrito, entre outros</a>.  Esse ano, tentei usar um texto compatível com a linguagem da <a target="_blank" href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a>, <a href="http://www.mktg4me.com/mktg3.html" target="_blank">MKTG3, by 4LTR Press</a>. Os alunos realmente gostaram do livro, então acabaram lendo.</p>
<p>O que tornou esse livro mais atrativo? Primeiro, posso dizer que ele era muito visual. O texto era geralmente tratado como um elemento gráfico. O estilo da escrita tinha um approach diferente e interessante. Por último, o livro em si possuía apenas o básico, e os extras poderiam ser conferidos online. Os alunos adoraram isso.</p>
<p>Há fortes evidências de que a <a target="_blank" href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> Y ainda tem o hábito de ler.<a href="http://www.newspaperdeathwatch.com/wp-content/uploads/2010/04/Glimmer_of_hope_for_newspapers.pdf" target="_blank"> Um estudo feito em abril pela McKinsey na Inglaterra</a> mostrou que, em média, uma pessoa recebe 72 minutos de informação por dia, comparando-se a 60 minutos em 2006. O aumento se deu, prioritariamente, nas informações recebidas pela população abaixo de 35 anos.</p>
<p>Além disso, a leitura pode não ser uma prioridade, mas a geração Y passa <a target="_blank" href="http://millennialmarketing.com/2009/08/generational-differences-in-time-use/" target="_blank">mais tempo lendo</a> do que as <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a> anteriores. Porém, esses jovens lêem de maneira diferente. Vão em busca de informação, então possuem um propósito e são excelentes examinadores. Meu filho de 16 anos lê poucas histórias de ficção além do que é pedido em seu curso de inglês, mas por outro lado lê livros de esporte ilustrados e busca histórias de assuntos de seu interesse.</p>
<p>Entretanto, tudo isso também pode significar que eles não estão oferecendo toda a atenção à leitura. Em seu livro <a target="_blank" href="http://dontapscott.com/" target="_blank">Grown Up Digital</a>, Don Tapscott conta a história de Joe O’Shea, um líder estudantil de 22 anos residente na Flórida, que estava indo estudar em Oxford. O´Shea disse a seguinte frase a respeito dos livros:</p>
<p>“Eu não leio livros, prefiro ir ao Google, onde posso absorver informações relevantes de forma rápido. Algumas delas vêm dos próprios livros. Mas sentar e ler um livro do começo ao fim não faz sentido para mim. Você precisa saber ser um ‘caçador’ habilidoso.”</p>
<p>Desde o início de seu livro, Tapscott utiliza diversas páginas para descrever como e por que a geração Y desenvolveu essas surpreendentes habilidades de examinar, explicando como essa habilidade trará a eles a referência para que se tornem leitores mais sofisticados.</p>
<p>As habilidades de exame e da leitura com um propósito, presentes na geração Y, podem ser uma boa notícia para o Marketing. Entendendo o tipo de informação buscada por esses jovens, será possível engajá-los de maneira mais profunda por meio do conteúdo. E encontrar o tipo de informação que buscam nunca foi tão fácil. Palavras-chave, trending topics do Twitter e outras ferramentas são portas para um relevante conteúdo.</p>
<p>Talvez o ponto principal seja que a geração Y é capaz de absorver grande quantidade de informação visual de uma só vez, provavelmente mais do que as gerações mais velhas, desde que isso seja apresentado de forma atraente e fácil de digerir. Isso torna o design, muitas vezes, tão ou mais importante que a boa escrita. Em estudos nos quais tivemos a oportunidade de comparar grupos pela idade, é incrível como os jovens consumidores se mobilizam mais de acordo com a maneira que a informação aparece na tela. Os consumidores mais velhos tendem a ignorar o design, mesmo que seja pobre, focando no significado. A geração Y tem grande dificuldade em deixar ileso o que passa por seus olhos.</p>
<p><em>*Carol Phillips é presidente e fundadora da consultoria em estratégia de marca “Brand Amplitude”. Ela também é professora na respeitada Universidade de Notre Dame. Carol iniciou sua carreira como pesquisadora de mercado e trabalhando com planejamento estratégico na Leo Burnett. Mais tarde, como Diretora de Contas, liderou equipes em quatro agências diferentes – Y&amp;R, Leo Burnett, Mullen e JWT – com uma variedade de clientes incluindo Sprint, Nextel, Ameritech, Heinz, 7UP e Philip Morris. Acesse o blog de Carol Phillips: <a target="_blank" href="www.millennialmarketing.com" target="_blank">www.millennialmarketing.com</a>.</em></p>


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		<title>Ser mais velho é estar fora de moda</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 13:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eline Kullock</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Baby Boomer]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eline Kullock Fico me perguntando se os jovens sabem, já pararam pra pensar, como se sentem os mais velhos quando não conseguem entender um comando tecnológico, um aplicativo, a noção de tentativa e erro num jogo. Pois eu lhes digo. Sentem-se péssimos, verdadeiros #loosers. Isso significa falhar e falhar nunca nos foi permitido. Fomos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/05/senhora.jpg" alt="" title="senhora" width="226" height="303" class="alignnone size-full wp-image-2170" /><br />
<strong><em>Por Eline Kullock</em></strong></p>
<p>Fico me perguntando se os jovens sabem, já pararam pra pensar, como se sentem os mais velhos quando não conseguem entender um comando tecnológico, um aplicativo, a noção de tentativa e erro num jogo.</p>
<p>Pois eu lhes digo. Sentem-se péssimos, verdadeiros #loosers. Isso significa falhar e falhar nunca nos foi permitido. Fomos acostumados, por nossos pais obedientes, a sermos dedicados à escola, ao trabalho (por isso trabalhamos demais) e a todos os compromissos assumidos. </p>
<p>Transgredíamos de outras maneiras (transgredir é ousar, é desafiar, é romper com o status quo, é buscar o novo), mas escola e trabalho eram fortes tabus.<br />
<span id="more-2169"></span><br />
Quem não passava no primeiro vestibular era “castigado” pela família, pela escola, pelos amigos. A vergonha era enorme.</p>
<p>E hoje o mundo mudou e, de repente, começou a existir toda uma tecnologia que é difícil pra nós entender. É difícil viver sem manual, é difícil saber o que fazer quando começamos um jogo, por não ser algo intuitivo. </p>
<p>É difícil perguntar, porque não nos foi permitido questionar, porque temos receio de não entendermos a resposta, tão cheia de siglas e sinônimos tão óbvios pra <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >Geração Y</a> e tão sem lógica pra gente. </p>
<p>Ao mesmo tempo a gente vê como para vocês, da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >Geração</a> Y, é chato explicar as coisas.  Tudo parece tão óbvio, tão “bizarro”, como vocês dizem, que a gente fica sem jeito de confessar (sim, é uma confissão) que não entendemos. </p>
<p>Na nossa época, informação era poder. Saber tudo era coisa de professor, de chefe, de mestre. </p>
<p>Hoje ninguém sabe tudo, tantas são as informações que recebemos, cotidianamente. </p>
<p>Mas a gente não muda o modelo mental tão rapidamente. Já viemos contaminados pelos genes de nossos pais e avós, batalhadores, que vieram pro Brasil como imigrantes  e aprenderam língua, cultura, trabalho. E fomos nos contaminando mais ao longo da vida, que exigia da gente a perfeição. </p>
<p>Então, preste atenção, quando alguém mais velho lhe disser devagarinho e em voz baixa: &#8220;-Não entendi. Você pode me explicar?”, essa pessoa de fato não tem seu modelo mental. </p>
<p>Da mesma forma que você não consegue entender a vida sem celular, sem iPod, sem internet, sem Google, a gente não consegue entender a vida com isso tudo, toda hora.</p>
<p>Saiba respeitar os diferentes modelos mentais. É da diferença que nasce a melhor idéia. É da conversa, da compreensão sobre os outros, que somos capazes de crescer como cidadãos, e educar nossos filhos com mais compreensão do mundo. </p>
<p>Importante entender que estamos num país jovem, onde ser mais velho é estar fora de moda. E que o não saber nos define como velhos. E, na verdade, embora saibamos que vamos viver por muitos anos, por conta da evolução da medicina e pelo aprendizado sobre o que é ter uma vida mais saudável, é difícil ser considerado o tiozinho da Fanta.</p>
<p>Não queremos estar por fora. Essa sensação nos irrita e assusta. </p>
<p>Vamos trabalhar em harmonia? Eu te ensino com a minha experiência e você me ensina com sua agilidade e esperteza tecnológica!</p>


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