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	<title>Foco em Gerações &#187; Família</title>
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		<title>Carta de um demitido para a geração Y</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:56:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcelo Gonzales* &#8211; @celokati A geração Y é conhecida por sua impetuosidade nas multitarefas e seu dinamismo incontestável. Por vezes, se depara com dificuldades, mas são as vitórias e conquistas rápidas que fazem dessa turma, cada vez mais, uma geração expressiva. Pensando nisso é que decidi reproduzir abaixo a carta que recebi de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4967" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/acordo-quebrado.jpg" alt="" width="276" height="207" /></p>
<p>Por Marcelo Gonzales* &#8211;  @celokati</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A  <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a> é conhecida por sua impetuosidade nas multitarefas e seu dinamismo  incontestável. Por vezes, se depara com dificuldades, mas são as vitórias e  conquistas rápidas que fazem dessa turma, cada vez mais, uma <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>  expressiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando nisso é que decidi reproduzir abaixo a carta  que recebi de uma pessoa pela qual eu tenho um carinho muito grande, pois trata  de um tema que é ainda um tabu para as novas <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a>: a  demissão!</p>
<p style="text-align: justify;">“Acordei muito animado, pois minha estória parecia  finalmente estar tomando um rumo diferente, desde que minha esposa se curou de  uma enfermidade gravíssima. Há exatamente um ano, ela diagnosticou dois cânceres  distintos e foi praticamente desenganada pelos médicos. Hoje – já curada -,  acompanha minha trajetória profissional, me dando muita força desde  sempre!</p>
<p style="text-align: justify;">Não  imaginava que, ao final do dia, no momento em que pediria para ser liberado  ‘vinte minutinhos’ mais cedo, o chão se abriria e da cratera iria eclodir minha  carta de demissão!<br />
<span id="more-4966"></span><br />
Como quando partimos dessa para melhor, um filme passou  em minha mente e todos os anos de dedicação e afinco à marca que eu representava  se esvaíram pelos meus dedos, sem muitas explicações  plausíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">Em  casa, após dar a notícia à esposa do que havia acontecido, ao invés de me sentar  à beira do caminho esperando a morte chegar, me utilizei da minha rede de  networking, das minhas habilidades de ter administrado bem meu portfólio pessoal  e do bom uso de minha imagem, colocando um sobrenome no mercado de trabalho, e  consegui marcar uma entrevista para o dia seguinte mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui  admitido pela maior concorrente da antiga empresa em que eu trabalhava e  descobri que Deus não escreve certo por linhas tortas, Deus escreve certo por  linhas certas, a gente que às vezes enxerga torto&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Em  momentos tensos como esse, já vi muitos jovens se desesperarem, sem conseguir se  concentrar na busca da solução do problema, que às vezes está mais perto de nós  do que pensamos ou sonhamos saber. Por isso:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Nunca deixe de  se relacionar bem, com quem quer que seja;</li>
<li>Sempre sorria,  pois o sorriso amplia o networking e abre possibilidades;</li>
<li>Nunca minta o  motivo do desligamento da empresa anterior, pois uma verdade que nem sempre é  tão bonita é muito melhor do que uma mentira;</li>
<li>Caso seja  demitido, ligue para o dono da empresa concorrente e diga que está louco para  trabalhar com ele e, claro, trabalhe com prazer;</li>
<li>E nunca&#8230;  nunca deixe de confiar em Deus!”</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>*Marcelo Gonzales é  consultor de projetos na Dell Anno Niterói,</em></strong><em><strong> bacharel em  Administração de Empresas e autor do blog <a href="http://marceloaugusto-celokati.blogspot.com/" target="_blank">Sou da Geração  X… Mas vivo Y!</a></strong></em><strong>.</strong></p>
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		<title>Família: um prato difícil de se preparar</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 13:36:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Extraído do livro &#8220;Arroz de Palma&#8221;, primeiro romance a tratar da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, do dramaturgo e roteirista Francisco Azevedo, que narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor&#8230; Família é um prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignnone size-full wp-image-4903" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/modern-family_0.jpg" alt="" width="294" height="265" /></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Extraído do livro &#8220;Arroz de Palma&#8221;,  primeiro romance a tratar da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, do  dramaturgo e roteirista Francisco Azevedo, que narra a saga de uma família em  busca de um futuro melhor&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Família é um prato difícil de preparar. São muitos  ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo.  Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e  paciência. Não é para qualquer um.</p>
<p style="text-align: justify;">Os truques, os segredos, o imprevisível.  Às vezes, dá  até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio.<br />
<span id="more-4902"></span><br />
Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o  que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre  arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa,  determina o número de cadeiras e os lugares.</p>
<p style="text-align: justify;">Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana  sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e  comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes  do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que  surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais  consistente.</p>
<p style="text-align: justify;">E você?  É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio  aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e  objetivo?<br />
A mais sentimental? A mais  prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho?</p>
<p style="text-align: justify;">Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do  grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da  sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o  avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, logo, você também estará cheirando a alho e  cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente  chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do  parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase  sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a  família muito mais colorida, interessante e saborosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a  mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre.  Família é prato  extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional.  Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é  verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só  porque meteu a colher na hora errada.<br />
O pior é que ainda tem gente que acredita na receita  da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha;  Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo,  em que o  sangue é fundamental para o preparo da iguaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Família é afinidade, é &#8220;à moda da casa&#8221;. E cada casa  gosta de preparar a família a seu jeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras  apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo  de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for,  família é prato que deve ser servido sempre quente,  quentíssimo.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma família fria é insuportável, impossível de se  engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e  transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém  que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel.</p>
<p style="text-align: justify;">Muita coisa se perde na lembrança.  Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/quem-sao-os-veteranos/"target="_blank"title="Quem são os veteranos?" >veterano</a>  cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar,  família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear,  saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na  porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao  máximo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Família é prato que, quando se  acaba, nunca mais se repete.&#8221;</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pai deixa 28 lições de vida aos filhos antes de morrer</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 16:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Lições de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando soube que tinha poucos meses de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só pensou em seus filhos, Thomas e Lucy. Em vez de sentir piedade de si mesmo ou entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai – mesmo à distância. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4894" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2012/01/maefilhos.jpg" alt="" width="234" height="293" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando soube que tinha poucos meses  de vida por causa de um câncer, o professor de gramática inglês Paul Flanagan só  pensou em seus filhos, Thomas e Lucy. Em vez de sentir piedade de si mesmo ou  entregar-se à tristeza, ele usou seus últimos dias para tentar ser um bom pai –  mesmo à distância. Paul escreveu cartas, deixou mensagens gravadas em DVD e até  comprou presentes para ser entregues às crianças em seus aniversários futuros.  Separou também seus livros preferidos e, dentro deles, deixou bilhetes dizendo  por que havia gostado de lê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Em novembro de 2009, aos 45 anos,  Paul morreu por causa do melanoma, deixando a mulher, Mandy, Thomas, então com 5  anos, e Lucy, de 1 ano e meio. Quase dois anos depois, ele continua presente com  suas mensagens e fotos espalhadas por toda a casa. E, no mês passado, a família  ganhou mais uma lembrança de Paul. Por acaso, Mandy encontrou um documento em  seu antigo computador intitulado “Sobre encontrar a realização”. “Abri e, com  lágrimas escorrendo pelo meu rosto, descobri que eram seus pontos para viver uma  vida boa e feliz”, diz Mandy ao <a href="http://www.dailymail.co.uk/femail/article-2017876/A-fathers-message-grave-My-darling-children-heres-live-lives-Daddys-gone.html" target="_blank">jornal <em>Daily  Mail</em></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">“Quando alguém recebe a notícia de  que tem poucos meses de vida, decide que sua vida não vai ser completa se não  pular de bungee-jump da Ponte Harbour, em Sidney, ou não tiver visitado o Grand  Canyon. Esse não era Paul. Tudo que importava para ele estava bem aqui. Ele  viveu e morreu de acordo com suas próprias regras, e sei que encontrou sua  própria realização.” Mandy diz que a carta é uma reprodução fiel dos valores e  do bom humor de Paul.<br />
<span id="more-4892"></span><br />
O professor resumiu as reflexões que  nortearam seu modo de viver em 28 itens. Traduzo aqui as palavras de Paul para  seus filhos – e que agora servem de inspiração não só para eles, mas para todos  que as leem.</p>
<p style="text-align: justify;">“Nessas últimas semanas, depois de  saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu  coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês  crescem.</p>
<p style="text-align: justify;">Estive pensando sobre o que  realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas  felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas  próprias ideias agora, a fórmula é bem simples.</p>
<p style="text-align: justify;">As três virtudes mais importantes  são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os  respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito  orgulhoso de vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou dando conselhos a vocês. Esses  são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente  os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Amo muito vocês. Não se esqueçam  disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja cortês, pontual, sempre diga  “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira  correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas  maneiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja generoso, atencioso e tenha  compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus  próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão  ajudá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mostre coragem moral. Faça o que é  certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me  olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou  remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mostre humildade. Tenha a sua  opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás  quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só  acontece quando se é cabeça-dura.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprenda com seus erros. Você vai  cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você  continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo  errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Evite rebaixar alguém para outra  pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com  alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não  reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais  retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda  chance.</p>
<p style="text-align: justify;">Divirta-se. Se isso envolve assumir  riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para  cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Doe para a caridade e ajude os menos  afortunados que você: é fácil e muito recompensador.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre olhe para o lado bom! O copo  está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você  procurar.</p>
<p style="text-align: justify;">Faça seu instinto pensar sempre  sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer  ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja gentil: você conseguirá mais do  que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser  bom.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre aceite convites para festas.  Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e  respeito.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca abandone um amigo. Eu  enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os  escolhi tão cuidadosamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre dê gorjeta por um bom  serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço  ruim é um insulto.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre trate aqueles que conhecer  como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para  aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um  puxa-saco.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre respeite a idade, porque  idade é igual a sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;">Esteja preparado para colocar os  interesses de seu irmão à frente dos seus.</p>
<p style="text-align: justify;">Orgulhe-se de quem você é e de onde  você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a  viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo  tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus  calções.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja ambicioso, mas não apenas  ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho  duro.</p>
<p style="text-align: justify;">Viva o dia ao máximo: faça algo que  o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.</p>
<p style="text-align: justify;">Dê o seu melhor na escola. Alguns  professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu  professor não o incentivar, incentive a si mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre compre aquilo que você pode  pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre  procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca desista! Meus dois pequenos  soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e  são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês  fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por  ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca sinta pena de si mesmo, ou  pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as  coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuide de seu corpo que ele vai  cuidar de você.</p>
<p style="text-align: justify;">Aprenda um idioma, ou pelo menos  tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la  em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!</p>
<p style="text-align: justify;">E, por fim, tenha carinho por sua  mãe, e cuide muito bem dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Amo vocês com todo meu  coração,</p>
<p style="text-align: justify;">Papai”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte: <a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2011/07/23/pai-deixa-28-licoes-de-vida-aos-filhos-antes-de-morrer/" target="_blank">Época</a></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Que cérebro você prefere? O meu ou o do meu filho?</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2011/12/19/que-cerebro-voce-prefere-o-meu-ou-o-do-meu-filho/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 17:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauro Segura</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artikullocks]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[artikullock]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Mauro Segura &#8211; @maurosegura Em 2011, completei 51 anos de vida. Na minha adolescência, eu via TV na sala, jogava bola de gude, dormia cedo, ouvia muito meus pais para aprender com eles, mesmo que às vezes eu não concordasse com suas idéias e convicções, tinha hora para almoçar, gostava de ir à casa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4808" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/videogame_educacao1_226111161936687.jpg" alt="" width="286" height="166" /></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Por Mauro Segura &#8211;  @maurosegura</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em  2011, completei 51 anos de vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Na  minha adolescência, eu via TV na sala, jogava bola de gude, dormia cedo, ouvia  muito meus pais para aprender com eles, mesmo que às vezes eu não concordasse  com suas idéias e convicções, tinha hora para almoçar, gostava de ir à casa da  minha avó aos domingos para o almoço em família e o meu círculo de amizade  envolvia meus amigos da rua e meus colegas da escola.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu  não sabia direito o que acontecia no mundo porque as notícias chegavam em  conta-gotas; raramente eu ficava dentro do quarto porque não tinha nada de  interessante dentro dele. Talvez o álbum de figurinhas da copa do mundo até  valesse a pena, apesar de ele já estar meio surrado de tanto folheá-lo. Eu  sofria para ir às aulas de inglês, era uma tortura. Meu sonho era me formar e  conseguir trabalho numa grande empresa, para construir uma carreira segura e  longa. Adorava ir ao cinema nos finais de semana e ver jogos no Maracanã. O  desenvolvimento da minha personalidade e do meu cérebro foi feito assim, até aos  20 anos, num ambiente estruturado, controlado e calmo, com tempo para pensar e  buscando um futuro de longo prazo. Eu passei a maior parte da minha vida  construindo o futuro. E ele ainda não chegou para mim, apesar dos meus 51  anos.</p>
<p style="text-align: justify;">A  adolescência do meu filho é um &#8220;pouco diferente&#8221;. Ele não vê TV. Aliás, TV é uma  espécie de música ao fundo. Quando ele se interessa por algo na TV, levanta a  cabeça do computador para olhar. Ele se relaciona com centenas de &#8220;amigos&#8221; ao  mesmo tempo, via redes sociais. Amigos podem estar próximos ou longe, não  importa muito, podem até ser desconhecidos. Ele não tem idéia do que é bola de  gude e nem tem interesse em saber. Nunca dorme cedo e sempre acorda tarde.</p>
<p><span id="more-4807"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Eu  escuto muito o meu filho, pois aprendo muito com ele; normalmente ele está muito  mais informado e sabedor do que &#8220;rola&#8221; do que eu. Raramente almoçamos juntos,  pois nunca dá tempo; o lance é levar a comida para dentro da toca. O que é a  toca? A toca é o quarto dele. É lá que as coisas acontecem. Almoço no domingo na  casa dos avós nem pensar. Não tem tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele  sabe tudo que acontece no mundo, falando com dezenas de amigos ao mesmo tempo em  suas máquinas de se relacionar, que pode ser o notebook, o <em>smartphone</em>, o  <em>tablet</em>, ou qualquer coisa que se conecte à internet. Faz tudo ao mesmo  tempo. Álbum de figurinhas? Só se for na internet. Não tem a menor pretensão de  conseguir um emprego tradicional numa grande empresa. Pensa em fazer algo  diferente. Ele vai muito raramente ao cinema. Por que, se tudo de que ele  precisa está na telinha dentro do quarto? Tem facilidade em falar línguas e  aprende muito por conta própria. Tem personalidade de empreendedor, gosta de  riscos, pensa a curto prazo e é multitarefa. Seu cérebro de adolescente está  sendo desenvolvido nesse ambiente aparentemente caótico, multiestimulado e  inquieto. Ele não está preocupado em como será a sua vida aos 40 anos. O futuro  para ele se resume a poucos anos. O futuro dele é agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Então&#8230; Qual dos  dois cérebros tem chance de ser mais brilhante, criativo e  estratégico?</p>
<p style="text-align: justify;">Quem vive uma vida mais estimulante, diversa e  divertida?</p>
<p style="text-align: justify;">Quem deve ouvir quem num relacionamento entre  ambos?<br />
Ainda tem  dúvida? Passe lá em casa para ver&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Definição de FILHO – Por José Saramago</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 15:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebridades]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Filho]]></category>
		<category><![CDATA[José de Sousa Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Saramago* “Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4802" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/maos_pai_e_filho.jpg" alt="" width="260" height="195" /></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Por José Saramago*</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Filho  é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além  de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores  exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior  ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor,  principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão  amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um  empréstimo.”</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>*José de Sousa Saramago</strong><strong> (1922 &#8211; 2010) foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista,  dramaturgo, contista, romancista e poeta português.</strong></em></p>
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		<title>Liderando a geração Abercrombie &amp; Fitch… você sabe?</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 17:31:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Y]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Abercrombie & Fitch]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Geração @]]></category>

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		<description><![CDATA[Por José Luiz Tejon Megido &#8211; @luiztejon Num voo direto de São Paulo para Tel Aviv, após 10 horas num jato, pego o táxi e, ao prestar atenção nas ruas, já vejo representantes da nova geração Abercrombie &#38; Fitch. No condomínio da minha filha, lá estão eles todos reunidos, em São Paulo. Eles estão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4703" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/mulher-abercrombie-fitch-009-g.jpg" alt="" width="300" height="226" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Por José Luiz Tejon Megido &#8211;  @luiztejon</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Num voo direto de São Paulo para Tel  Aviv, após 10 horas num jato, pego o táxi e, ao prestar atenção nas ruas, já  vejo representantes da nova <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> Abercrombie &amp; Fitch. No condomínio da  minha filha, lá estão eles todos reunidos, em São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles estão e são globalizados,  curtem festas do pijama, ”home parties“, amam assistir a filmes de terror,  brincam de “hora da verdade” e ficam fascinados com os musicais americanos, com  a Lady Gaga, a Rebeca Black e, uma parte deles, com o Justin Bieber.</p>
<p style="text-align: justify;">iPad’s, celulares, blackberries,  notebooks: nem pensar em não ter. Condenam o ”bullying“ e acreditam que o  Cebolinha e a Mônica (que nos perdoe o Mauricio de Sousa), o Pica-Pau e o Chaves  são exemplos de constantes pegadinhas e incentivadores do tal do  ”bullying“.<br />
<span id="more-4701"></span><br />
A geração Abercrombie &amp; Fitch é  facilmente identificada pela moda, pela marca e congrega esse novo grupo que já  nasce virtual e realmente ”globalizado“. Eles vivem um mundo de Alice, em um  projeto no qual só reinam: alegria, felicidade, prazeres, conforto, comodidade,  viagens, encontros para rafting e shopping, e também apoio e suporte terapêutico  desde cedo.</p>
<p style="text-align: justify;">Orbitam a faixa dos 12 aos 15 anos,  são bem educados como regra, olham para o mundo a partir das janelas dos seus  condomínios e do transporte de pais e mães, no leva e traz para e das suas  escolas. Os professores são rigorosamente observados pelos pais dessa geração,  que sofre de profunda dicotomia de valores, entre a luta pelo sucesso e a  riqueza versus a avaliação de um mundo que parte de 7 para 9 bilhões de seres  humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como será a liderança dessa geração  Abercrombie &amp; Fitch? Como será nas escolas, na rua, nas drogas, na visão de  mundo, no trabalho, no comprometimento, na sustentabilidade e na  resiliência? Estamos entrando na primeira de todas as <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Gerações" >gerações</a> verdadeiramente  globalizadas. Acesso universal à internet. Desejo de sucesso e, principalmente,  ”fama“.</p>
<p style="text-align: justify;">Em pouquíssimos anos, eles virão  como estagiários, trainees e funcionários das empresas. Uma parte deles já pensa  em ser empreendedor e um pequeno percentual poderá vir a ser parte dos  empresários ”teen“. Não terão, como regra, dramas de moradia, recursos básicos,  pois seus zelosos pais tendem a deixar uma vida patrimonial bem mais segura do  que aquela que receberam dos seus pais e avós. E, principalmente, eles não  crescerão com parte das dificuldades que marcaram as gerações anteriores. Nem  revoluções militares, guerras ou fome de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, a história humana é incerta,  caótica e imprevisível. Quando a geração Abercrombie &amp; Fitch fica  desapontada ou se sente magoada, a reação é de indignidade e profunda revolta  com o entorno que não cede, naquilo que virou pensamento liquido e certo de  direito adquirido: sucesso, fama e felicidade, numa volúpia de sonhos  catapultados pela vontade determinante da possibilidade de conquistar tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos falam da <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/afinal-o-que-e-geracao-y/"target="_blank"title="O que é Geração Y?" >geração Y</a>, do que  eles pensam e de como querem ser tratados. Na Geração A&amp;F, um mundo ainda  não estudado sobre a arte de liderar precisará ser desenvolvido desde já, pois o  que ocorre de verdade é que eles estão na liderança do mundo globalizado, e isso  veio numa velocidade inimaginável para os atuais filósofos e pensadores.  Imagine, então, nossas escolas, empresas, mídia, leis e instituições. Eu me  sinto liderado por eles. Essas crianças não são mais as mesmas. O mundo não será  nunca mais o mesmo. Abercrombie &amp; Fitch é só o começo do  fetiche.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>*José  Luiz Tejon</em></strong><em> é publicitário,  jornalista, autor e co-autor de 27 livros, como &#8220;O vôo do cisne&#8221;, &#8220;A grande  virada &#8211; 50 regras de ouro para dar a volta por cima&#8221; e &#8220;Luxo for all&#8221;. É  presidente da TCA Internacional, com parcerias na Europa, Estados Unidos, China  e Israel. </em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte: <a href="http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/cabeca-de-lider/2011/11/21/liderando-a-geracao-abercrombie-fitch-voce-sabe/">Exame.com.br</a></strong></p>
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		<title>Famílias estão menores e mais abertas, mostra Censo 2010</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2011/11/22/familias-estao-menores-e-mais-abertas-mostra-censo-2010/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 17:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Renato Andrade</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Renato Andrade &#8211; @renatoan Nesse mês de novembro, foi feita a divulgação dos dados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), traçando o perfil atual da vida privada no Brasil e suas mudanças. A modificação notória deve-se ao fato de haver mais domicílios com filhos de uniões anteriores, bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4692" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/2528545445_3d47b75a93.jpg" alt="" width="297" height="223" /></p>
<p>Por Renato Andrade &#8211;  @renatoan</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nesse mês de novembro, foi feita a divulgação dos dados  do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), traçando o perfil atual da vida privada no Brasil e suas  mudanças.</p>
<p style="text-align: justify;">A  modificação notória deve-se ao fato de haver mais domicílios com filhos de  uniões anteriores, bem como domicílios com casais gays. Além disso, percebe-se  que, quanto maior o poder aquisitivo dos moradores, menos pessoas habitam a  mesma casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse retrato da vida privada do brasileiro na  atualidade, o IBGE constatou que, em média, moram três pessoas por residência no  Brasil (sendo estatisticamente exato, 3,3 pessoas). Há dez anos, no Censo de  2000, a média era de 3,7 pessoas. Segundo o instituto, “isso é mais um reflexo  do processo da queda da fecundidade que vem ocorrendo sistematicamente no país  nas últimas décadas”. Existe um aumento no planejamento familiar e os casais têm  cada vez menos filhos.<br />
<span id="more-4690"></span><br />
Outra novidade é que, hoje, há 57 milhões de domicílios  no Brasil. Desses, 60 mil são chefiados por um casal do mesmo sexo. É a primeira  vez que se sabe o número de residências com casais assumidamente  gays.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale ressaltar que aproximadamente 8,4% das residências  têm filhos que são biologicamente ligados ou apenas ao pai ou apenas à  mãe, sendo essa uma conseqüência natural da lei do divórcio.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dados interessantes:</p>
<p style="text-align: justify;">-  61,3% das residências são chefiadas por homens, contra 38,7% lideradas por  mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">-  Residências onde cada pessoa recebe R$ 68 possuem, em média, cinco  moradores.</p>
<p style="text-align: justify;">-  Residências onde cada pessoa tem rendimento médio acima de R$ 5450 possuem, em  média, dois moradores.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora, nas grandes cidades, os edifícios marquem a  paisagem urbana, o Brasil ainda é um país de casas: os apartamentos correspondem  a apenas 10,7% dos domicílios. E, acreditem, esse continua sendo o país da casa  própria! O aluguel responde por apenas 20,9% do total das  moradias.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem se interessa pelo assunto e gosta de  &#8220;futurologia&#8221;, o Discovery Channel apresenta a nova série &#8220;2111&#8243;, com imagens  computadorizadas e depoimentos de especialistas renomados em urbanismo,  transportes, energia, educação, saúde e entretenimento. É uma boa amostra de  como será o planeta e a vida nos países da América Latina no século XXII. Fica a  dica!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Doenças cardíacas reduzirão expectativa de vida da atual geração de adolescentes</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2011/11/18/doencas-cardiacas-reduzirao-expectativa-de-vida-da-atual-geracao-de-adolescentes/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 15:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes americanos]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Um estudo que engloba vários índices sobre a saúde cardiovascular mostrou que a atual geração de adolescentes americanos é a menos saudável da história. De acordo com a pesquisa, os jovens apresentam altos níveis de açúcar no sangue, obesidade, maus hábitos alimentares e escassez de atividade física — dados que podem aumentar a mortalidade por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4675" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/11/lanche-adolescente-sono-gordura-obesidade-size-598.jpg" alt="" width="290" height="163" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo que engloba vários  índices sobre a saúde cardiovascular mostrou que a atual <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a> de adolescentes  americanos é a menos saudável da história. De acordo com a pesquisa, os jovens  apresentam altos níveis de açúcar no sangue, obesidade, maus hábitos alimentares  e escassez de atividade física — dados que podem aumentar a mortalidade por  doenças cardíacas na idade adulta mais cedo. A pesquisa foi apresentada durante  o Congresso da Associação Americana do Coração, em  Orlando.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As pessoas nascem com a saúde  cardiovascular ideal, e o que estamos observando é que esta saúde está sendo  comprometida mais cedo&#8221;, disse Donald Lloyd-Jones, professor de medicina  preventiva da Universidade Northwestern Feinberg School of Medicine. &#8220;O futuro  destes adolescentes é sombrio&#8221;, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela primeira vez, registrou-se um  aumento nos índices de mortalidade cardiovascular em adultos mais jovens, com  idades entre 35 e 44 anos, particularmente em mulheres. Para traçar o perfil, o  estudo analisou 5.547 crianças e adolescentes, com idades de 12 a 19 anos entre  2003 e 2008. Os resultados mostraram que boa parte deles está acima do peso, tem  níveis elevados de açúcar no sangue, não fazem atividade física ou  fumam.<br />
<span id="more-4674"></span><br />
A amostra representa um total de  33,1 milhões de crianças e adolescentes, segundo levantamento do National Health  and Nutrition Examination Surveys. &#8220;A doença cardiovascular é um processo que  ocorre ao longo da vida. As placas de gordura que costumam matar as pessoas  entre 40 e 50 anos de idade começam a se formar na adolescência e na juventude.  Esses fatores de risco realmente importam&#8221;, diz Lloyde-Jones. &#8220;Depois de quatro  décadas de declínio de mortes por doenças do coração, estamos começando a perder  a batalha novamente.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que foi mais alarmante sobre as  conclusões deste estudo é que nenhuma criança ou adolescente pesquisado  preencheu os critérios para a saúde cardiovascular ideal&#8221;, disse Christina Shay,  uma das autoras da pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte: <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/saude/doencas-cardiacas-reduzirao-expectativa-de-vida-da-atual-geracao-de-adolescentes">Veja</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como os pais podem ajudar na escolha da profissão de seus filhos</title>
		<link>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2011/10/31/como-os-pais-podem-ajudar-na-escolha-da-profissao-de-seus-filhos/</link>
		<comments>http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2011/10/31/como-os-pais-podem-ajudar-na-escolha-da-profissao-de-seus-filhos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 14:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Gerações]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado de Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Futuro Profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Viviam Klanfer Nunes Se, para os jovens, o momento de decidir qual carreira seguir não é uma tarefa fácil, para seus pais é tão complicado quanto. As dúvidas e inseguranças a respeito do futuro profissional não acometem apenas os filhos. Elas atormentam da mesma forma a vida dos pais que, muitas vezes, não sabem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4608" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/10/dad_son_stars.jpg" alt="" width="303" height="225" /></em></strong></p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>Por Viviam Klanfer  Nunes</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se, para os jovens, o momento de  decidir qual carreira seguir não é uma tarefa fácil, para seus pais é tão  complicado quanto. As dúvidas e inseguranças a respeito do futuro profissional  não acometem apenas os filhos. Elas atormentam da mesma forma a vida dos pais  que, muitas vezes, não sabem como guiá-los nessa escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tantas opções de carreiras  e informações sobre o mercado de trabalho, essa tarefa realmente não é fácil.  Então, o que fazer e como começar? De acordo com a psicóloga e orientadora  vocacional Gilvanise Gulicz Vial, tudo deve começar muito antes desse momento,  ainda na infância.</p>
<p style="text-align: justify;">A psicóloga explica que todo o  processo de seleção de uma profissão está relacionado com a habilidade do  indivíduo em fazer escolhas. Os pais precisam, portanto, desde muito cedo,  preparar os filhos  para fazer escolhas, ou seja, torná-los independentes. Para  trabalhar essa questão, os pais devem permitir e incentivar os filhos a realizar  escolhas, seja a cor da camiseta que vão vestir, onde preferem ir no final de  semana ou mesmo o que preferem comer, sempre lembrando que as opções devem estar  de acordo com a idade e capacidade da criança.<br />
<span id="more-4607"></span><br />
Desenvolvendo essa habilidade ainda  na infância, “quando chega a época da escolha da profissão, fica muito mais  fácil”, explica Gilvanise, ressaltando que as crianças que sempre têm tudo  pré-escolhido vão ter dificuldades para se tornar independentes dos pais. Isso,  consequentemente, vai interferir no momento de tomar a decisão sobre qual  carreira seguir.</p>
<p style="text-align: justify;">A psicóloga explica que, quando os  pais não trabalham a questão das escolhas com os filhos, muitas vezes, quando  chega a época de decidir a carreira, caem em dois extremos muito comuns. Em um  primeiro caso, os pais sugerem que os filhos escolham entre determinadas  carreiras que, segundo suas crenças, vão trazer mais retorno  financeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou, então, optam por simplesmente  não fazer parte do processo. Entendem que a escolha da carreira é uma questão  pessoal e que não devem influenciar os filhos, preferindo, assim, se abster do  processo. Essas duas atitudes são totalmente desaconselháveis. No primeiro caso,  é preciso lembrar que é complicado prever qual será o retorno financeiro de uma  profissão. No segundo caso, a ajuda dos pais será essencial em diversos  pontos.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Gilvanise, os pais  precisam ajudar os filhos a identificar suas habilidade e seus gostos,  certificando-se de que esses fatores se encaixam nas profissões selecionadas.  Além disso, é preciso fazer parte desse processo, observando como os filhos  fazem suas escolhas. Segundo a psicóloga, há jovens que optam por uma carreira  simplesmente para se livrar dessa obrigação, sem ponderar elementos que farão  grande diferença.</p>
<p style="text-align: justify;">Para evitar que essa escolha seja  motivo de grande frustração no futuro, algumas dicas podem ser seguidas,  lembrando que a decisão deve ser consciente, levando em conta, sobretudo, o  máximo de informações sobre a profissão e o autoconhecimento do jovem. De acordo  com a psicóloga e orientadora vocacional Ana Lúcia Magalhães, se o jovem não se  conhece, ele terá grande dificuldade na escolha da  profissão.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso das informações, as  psicólogas recomendam a leitura de guias de profissões. Além disso, é  interessante conversar com profissionais da área. No caso do autoconhecimento,  os pais devem ajudar os filhos a descobrirem do que gostam, no que possuem  habilidades, quais são seus interesses e aptidões.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambas as psicólogas concordam que  não é indicado sugerir a escolha de uma profissão baseada no retorno financeiro.  “É preciso ser um bom profissional para ter retorno financeiro e não o  contrário”, pontua Ana Lúcia. Na prática, para ter sucesso em qualquer carreira,  o indivíduo precisa se destacar, ser diferente e isso só vai acontecer se ele  gostar do que faz, se estiver feliz com sua escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, se a escolha for feita pesando  mais o retorno financeiro do que os interesses, gostos e habilidades, o  profissional vai ter dificuldade em se desenvolver. “Todo profissional precisa  gostar do que faz para fazer diferente”, finaliza Ana  Lúcia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fonte: <a href="http://www.infomoney.com.br/carreiras/noticia/2242001-veja+como+pais+podem+ajudar+escolha+profissao+seus+filhos">InfoMoney</a></strong></p>
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		<title>Antes que eles cresçam</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 18:29:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artigos Diversos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Affonso Romano de Sant’Anna Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em><img class="alignnone size-full wp-image-4596" title="-" src="http://www.focoemgeracoes.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2011/10/pais-filhos-42.jpg" alt="" width="206" height="299" /></p>
<p>Por <strong>Affonso Romano de  Sant’Anna</strong></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Há um período em que os pais vão  ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças  crescem. Independentes de  nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir  licença.</p>
<p style="text-align: justify;">Crescem como a inflação,  independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os  disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma  estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não crescem todos os dias, de  igual maneira; crescem, de repente. Um dia se assentam perto de você no terraço  e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as  fraldas daquela criatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde e como andou crescendo aquela  danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele?  Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços,  amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?<br />
<span id="more-4595"></span><br />
Ela está crescendo num ritual de  obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da  discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos  pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos  sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas  potrancas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre hambúrgueres e refrigerantes  nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua <a href="http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/por-que-as-geracoes-estao-no-nosso-foco/"target="_blank"title="Geração" >geração</a>: incômodas mochilas  da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a  gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.  Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de  jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira  plástica e o casamento recomposto.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas são as filhas que conseguimos  gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da  ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas  teses e nos doutoramos nos nossos erros.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um período em que os pais vão  ficando órfãos dos próprios filhos. Longe já vai o momento em que o primeiro  mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos  nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e  canções.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou o tempo do balé, da cultura  francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas  próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela  canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro  jantar no apartamento dela.</p>
<p style="text-align: justify;">Deveríamos ter ido mais  vezes à  cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências  entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio  de colagens, pôsteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos  suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes  demos suficientes hambúrgueres e Cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e  roupas merecidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Elas cresceram sem que esgotássemos  nelas todo o nosso afeto. No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia  entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e  amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os  pedidos de sorvetes e sanduíches infantis.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois chegou a idade em que subir  para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois  era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse  exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos  bíblicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora é hora de os pais na montanha   terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade  daquelas pestes. O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é  a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não  pode morrer conosco.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, os avós são tão  desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última  oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso, é necessário fazer alguma  coisa a mais, antes que elas cresçam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>*Affonso Romano  de Sant’Anna</em></strong><em> é escritor, professor e cronista  brasileiro</em></p>
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